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Marketing na era dos internautas
Thiago, 17 anos, pré-vestibulando classe média, vive em uma grande metrópole. Chega em casa, liga o computador, baixa e-mails, abre o MSN e acessa o Orkut. Coloca a TV na MTV, mas nem assiste, apenas ouve. Continua teclando e falando com pelo menos cinco pessoas ao mesmo tempo. Entra em seu blog e começa a descrever o que lhe vem à cabeça e que poderá ser lido apenas pelo “o mundo”. Em seu e-mail, recebe uma indicação de um amigo para baixar algumas músicas no I-Tunes e, com apenas alguns cliques, baixa, paga e sai ouvindo em seu MP3. Ufa! Tudo isto, em no máximo, 20 minutos.
Bom, caro empresário, este talvez não seja o seu consumidor de hoje, mas será o de amanhã. Daqui alguns anos, Thiago estará no mercado de trabalho e pode se tornar o novo cliente, consumidor ou até principal concorrente. E o que você e sua empresa estão fazendo neste momento para atender, ou melhor, superar as expectativas deste futuro consumidor? A resposta não é tão simples, por isso algumas dicas poderão ajudar a sua empresa a planejar com mais eficácia suas ações de comunicação na era dos internautas.
Antes de qualquer coisa, é preciso entender o comportamento de compra de seu cliente no mundo on-line, seja ele pessoa física ou jurídica. É também necessário planejar de que forma ocorrerá o relacionamento com seu cliente, se será via e-mails, blogs, newsletter eletrônicos, catálogos on-line… Este plano deverá levar em conta seus objetivos empresariais. Crie um posicionamento forte e atual para sua marca. Em outras palavras, defina a “alma” da sua marca que possa ser lembrada em poucas palavras. Lembre-se este novo consumidor é rápido e dinâmico. Crie ainda um discurso, de dez segundos, que reforce seu posicionamento e fortaleça sua imagem perante seu público. Ele deverá ser usado por toda equipe. Esse texto deve estar também em todas as suas comunicações tanto, as on-line quanto as off-line.
Em toda sua comunicação, mas principalmente, a on-line estimule o seu consumidor seja pessoa física ou jurídica a interagir com você. Peça para entrar em contato, emitir sugestões, reclamações, fazer um pedido e solicitar a visita de um representante. Mas o mais importante esteja preparado para responder rapidamente e evite a todo custo emitir uma resposta padrão e automatizada, do tipo: “seu contato é muito importante para nós…”
Comece analisar com mais atenção os canais de comunicação não-convencionais. Se você tiver pleno conhecimento de como seu público interage com a sua empresa, poderá utilizar meios que proporcionarão resultados com melhor custo/benefício do que os meios convencionais.
Aprenda a vasculhar pela Internet, principalmente aquilo que muitas vezes você considera “lixo virtual” no mundo empresarial, tais como Orkuts e blogs. Muitas informações contidas nessas páginas podem ser úteis ou prejudicais para o seu negócio. Muitas empresas já possuem seus blogs e controlam de perto todas as informações que circulam pela Internet. Monitore.
Ouça, ouça, preste atenção e procure compreender o que os jovens estão dizendo e fazendo. Não ache que é perda tempo. Você querendo ou não esta é a era de internautas, que cresce criando novos padrões de comportamento e consumo. E que ditarão a forma como as empresas deverão ser relacionar com seu público daqui a poucos anos.
Analise suas experiências pessoais na WEB. A mais relevante leve para o trabalho. Todos nós já vivenciamos algum tipo de situação no mundo virtual que pode influenciar como a empresa deverá se comportar daqui para frente.
E por último e não menos importante, sempre que possível esteja onde seu público está. Se o seu público é jovem com grande probabilidade não está mais assistindo TV à tarde, está na frente do computador ou vídeo game. Ou ainda se seus concorrentes para facilitar a decisão de consumo de um comprador estão disponibilizando sites com comércio eletrônico e cotação on-line e sua empresa ainda faz cotação somente via telefone está mais do que na hora de mudar isto, não acha?
por Alessandro Basile
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Perguntas frequentes na área gráfica.
O que é ALINHAMENTO?
É a forma de organização de colunas de texto, cujas linhas podem ser alinhadas à esquerda, à direita, centralizadas ou blocadas.
O que é BONECO?
É o projeto gráfico de um produto, que apresenta os elementos (gramatura do papel, tipologia, imagens etc) da forma como se deseja utilizar em sua versão final. A elaboração de um boneco é fase fundamental para o lançamento de publicações periódicas
O que é CAIXA-ALTA/CAIXA-BAIXA?
É a forma de designar a tipologia utilizada em letras minúsculas
(caixa-baixa) ou letras maiúsculas (caixa-alta).
O que são CORES ESPECIAIS ou PANTONE?
São também conhecidas como cores "sólidas". O nome Pantone, na realidade, refere-se a uma marca de tinta, cuja variedade de cores institucionalizou em todo o mundo, e pode ser identificada por códigos.É devido ao Pantone que uma multinacional consegue, por exemplo, manter, em qualquer gráfica do mundo, a fidelidade da impressão das cores de seu logotipo.
O que é CORPO?
Corpo é a medida de tamanho das fontes. Quanto maior o corpo, maior o tamanho da letra.
O que é DIAGRAMAR?
Diagramar consiste em determinar a disposição dos elementos em uma página – legendas, ilustrações, textos, títulos etc. Essa tarefa é executada pelo diagramador.
O que é EDITORAÇÃO ELETRÔNICA?
É a preparação técnica de originais para publicação, que envolve forma e conteúdo. Atualmente, esse serviço é realizado totalmente por computador, desenvolvido pelo diagramador em programas paginadores como Page Maker e Quark XPress.
O que é ENTRELINHAMENTO?
É a distância, no sentido vertical, entre duas linhas de texto.
O que é ESCANEAMENTO?
Escaneamento é a forma "abrasileirada" de designar o processo de digitalização da imagem. Vem da palavra inglesa scanner, nome do equipamento em que se realiza a digitalização.
O que é FACA?
É uma lâmina cortante que permite ao artista gráfico desenvolver uma grande diversidade de formatos para os produtos impressos.
O que é FORMATO A4?
É um formato-padrão internacional de papel, com medida de 21 cm de largura por 29,7 cm de altura.
O que é FORMATO A3?
É um formato-padrão internacional de papel com medida de 42 cm de largura por 29,7 cm de altura. Dobrado ao meio, obtém-se o formato A4.
O que é FORMATO CARTA?
É um formato-padrão internacional de papel, com medida de 21 cm de largura por 28 cm de altura.
O que é FOTOLITO?
É uma película transparente na qual se registra a imagem por meio de registro fotográfico. É o processo intermediário entre a finalização do arquivo em computador e a impressão.
O que é GRAMATURA?
Gramatura é uma das características do papel, que designa a sua espessura. Essa medida é registrada em gramas por metro quadrado da folha de papel.
O que é IMAGEM EM ALTA/BAIXA DEFINIÇÃO?
São os termos utilizados para a medida de pontos por polegada de uma imagem. Quanto maior o número de pontos por polegada (dpi), maior a definição da imagem.
O que é LAYOUT (lê-se "leiaut")?
É a materialização da proposta visual dos elementos – tipologia, cores, estilo de ilustração etc – que compõe o produto.
O que é MÍDIA?
É o "veículo" de disseminação da informação, como a mídia impressa (papel), mídia eletrônica (cd rom ou web) etc.
O que é PAGINAR?
Paginar significa ordenar as páginas de um produto impresso, designando o conteúdo de cada uma delas.
O que é PAUTA?
Em veículos de comunicação, a pauta é o roteiro dos fatos que devem compôr as matérias e que determina também a forma como cada tema deverá ser tratado.
O que é PROJETO EDITORIAL?
É o estudo que definirá a forma e o conteúdo de publicações. Compôr as matérias e que determina também a forma como cada tema deverá ser tratado.
O que é PROJETO GRÁFICO?
É o estudo que definirá as características visuais de um produto periódico, que se repetirão a cada edição.
O que é PROVA DE COR?
Há quatro processos de produção de provas de cor: cromalin, pressmatch, prelo ou digital. A prova de cor é utilizada para a checagem da qualidade das fotos, das cores e do texto, e é produzida a partir dos fotolitos – com exceção da prova digital, gerada a partir do arquivo de computador.
O que é PROVA HELIOGRÁFICA?
Prova em papel heliográfico (de cor azul), normalmente utilizada para checar a correta ordem das páginas antes do processo de impressão.
O que é REPRINT?
É o termo emprestado do inglês que significa reimpressão de um material.
O que é ROUGH (lê-se "raf") ?
É o traçado inicial de um layout.
O que é STRIP?
É o termo para a operação de recorte de fotolitos, realizado nos
casos em que há pequenas alterações ou modificações a serem feita
sem a necessidade de impressão de novos filmes.
O que é TIPOLOGIA?
Tipologia (que significa "estudo dos tipos") é o conjunto de caracteres tipográficos, que também são conhecidos como fontes. Elas admitem algumas variações de estilos, tais como itálico, negrito, sublinhado etc. Alguns exemplos de tipologia são a Times New Roman, Arial, Garamond e Helvética.
O que é TIRAGEM?
Tiragem é o número de exemplares que serão impressos de um determinado produto.
O que é TRATAMENTO DE IMAGENS?
O tratamento de imagens é um processo realizado por meio de softwares gráficos (como o Photoshop) que visa a melhoria da qualidade da imagem para impressão. Nesse processo, podem ser corrigidas imperfeições da imagem.
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Como solicitar um orçamento para um site? (ou profissional de internet)
Sentados ao redor da fogueira que queimava incessantemente, os anciãos da tribo deliberavam havia quatro dias. Runas, pedras, galhos...oráculos de toda a natureza foram consultados sem resposta. A crise ameaçava inclusive a credibilidade dos líderes que não conseguiam atender às necessidades de seu povo: as habitações da tribo tinham sido devastadas pela chuva torrencial, as plantações perdidas, crianças olhavam para eles com desdém. Até que uma delas sussurrou algo no ouvido do líder da tribo. Seus olhos, já quase cegos, iluminaram-se: é claro, como não havia pensado nisso antes?
Chamou o mais veloz guerreiro e fez dele o portador de uma mensagem detalhada a ser entregue para a tribo vizinha; localizada do outro lado do vale, com a qual tinham relações amigáveis e que, surpreendentemente, não havia sido castigada pelas intempéries. Uma mensagem completa, contando tudo sobre as necessidades e carências de seu povo.
A ajuda chegou com fartura e uma troca mais do que justa: a tribo vizinha não tinha anciãos tão sábios e, uma vez a cada lua cheia, eles visitavam seus salvadores para contar dos mistérios da liderança de um povo.
Mas por via das dúvidas levavam a criança que sussurrou a idéia salvadora a tiracolo. Sabe-se lá, não é?
(Salto temporal de 50 mil anos no futuro...)
A palavra sussurrada foi Briefing
O momento em que sua empresa decide procurar ajuda profissional, é aquele que na história acima os anciãos estão deliberando, deliberando, deliberando. A virada, o segredo, a chance de salvação, a palavra sussurrada é quase mágica: BRIEFING.
Em nosso segmento, de Freelancers de Comunicação (digital ou não) o briefing salva a todos os envolvidos. Já escrevi aqui em outra oportunidade:
O briefing é a tomografia na necessidade: está dentro da cabeça daquele empresário de sucesso, do dono da agência, do artista. Mas ele não sabe como é. Capturar de forma nítida esta necessidade, sem as maquiagens externas que se insiste em utilizar nas mais variadas situações, garante alguns anos-luz de vantagem.
Fotografá-lo e mostrá-lo numa sala de reunião, com todas as cores, garante muitas vezes a vitória numa concorrência. Aprová-lo, e isso muitos parecem desconhecer, é tão necessário quanto o produto final que, muitas vezes, é a versão acabada da idéia inicial, tida ali mesmo, na sala de reunião.
Como fazer do briefing um aliado de sua empresa.
Os modelos de briefing que você vai encontrar variam dos mais simples a complexos questionários que muitas vezes são difíceis de responder mesmo. Contudo, o briefing ajuda as empresas que dele tratam bem, por isso:
- Sintetize em uma frase ou duas os objetivos do site de sua empresa.
- Deixe claro desde o início qual é sua posição na hierarquia decisória da empresa
- Trabalhe com transparência ao delimitar como a direção ou presidência (principalmente se você não for o diretor ou o presidente) encara o fazer contratado, seja ele internet, fotografia, editoração, redação etc.
- Se você precisar montar o briefing sozinho não mascare a realidade ou sua necessidade. Profissionais de verdade sabem trazer soluções e adoram o desafio que é encontrá-las. Mas gostam também de saber onde estão pisando.
Feito isso...
...a chance da proposta chegar redonda, fiel aos objetivos e adequada à realidade do mercado é bem maior. Fique à vontade em repetir o procedimento com quantos Profissionais você achar necessário. Contudo, não avalie somente pelo preço final da última página, lembrando sempre que:
Por muita experiência você investe, por pouca experiência, você aposta.
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Como encontrar o profissional que vai levar minha empresa para a internet?
Almeidinha era homem respeitador e ia todos os dias de trem para o trabalho (para efeito literário esta pequena crônica se passa no Rio de Janeiro Rodrigueano, ok?), com sua pasta debaixo de braço e um exemplar do vespertino do dia anterior. Descia na central, vindo de Marechal Hermes já todo amarrotado. Era feliz. Mas não sabia.
Um belo dia colocou o pé na Av. Presidente Vargas e um popular o pegou pelo braço: "O amigo estaria interessado num bilhete premiado de loteria?". E como homem respeitador dos anos 50 é, digamos, inocente até a última fibra de seu terno de linho, aceitou. E pagou com o dinheiro da feira.
"Agora serei um homem feliz e realizado. Minha mulher vai ter tudo o que sempre sonhou, minha casa vai prosperar e terei sucesso na vida".
(corta)
Moral:
Quem procura é sua empresa.
Embora eu mesmo tenha indicado várias vezes a prospecção ativa aos meus leitores, é notório que, quem normalmente inicia a procura por um profissional ou equipe é o cliente. Ou ainda: quando assim o é, a chance da proposta virar projeto é ainda maior. E aqui podemos citar várias maneiras: edital, email para parceiros de negócio, indicações.
Isso pode ser muito bom ou muito ruim. Se sua empresa não tem qualquer intimidade com o mercado, pode cair em maus lençóis. Se você já tem alguma experiência, ou até mesmo, se já é do ramo, saberá exatamente onde encontrar.
E essa é a grande lição.
Você sabe onde procurar?
Não existe fórmula mágica, como em qualquer coisa da vida. Existem boas práticas e atalhos que vamos colecionando ao longo da estrada. Vou relacionar os principais, certo? Conto com a comunidade para maiores esclarecimentos:
- Quem será que produziu os sites que você acha realmente interessantes? Se achar a referência e entrar em contato com a empresa, não se esqueça de perguntar se foram realmente responsáveis por todas as atividades que são necessárias para colocar um site no ar: design, tecnologia, conteúdo.
- Busque referências junto a parceiros de negócio. Lembre-se que trabalhar com profissionais que já desenvolveramsoluções em seu segmento pode ajudar, mas não é condição sinequeanon. Bons profissionais gostam de aprender com clientes
- A internet é um espelho de tudo de bom e ruim existe no mundo, inclusive ela própria. Procure em comunidades, sites especializados, vá ao Google
- Não tenha pressa. Entreviste várias empresas, vários profisisonais, dê tempo ao tempo. Existe muita gente boa neste mercado. Não se deixe desanimar.
- Fuja do amigo do primo do garotão nerd, vizinho seu, o do apartamento 402, sabe? Salvo exceções, normalmente, este tipo de indicação não traz bons resultados.
Empresa? Freela? Produtora? Time montado para o projeto?
Este pondo entraria como mais uma parte deste post...mas é tão complexo e interessante que será o próximo, portanto, deixo vocês com aquela palavrinha mágica:
(continua...)
fonte: http://www.carreirasolo.org |
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Minha empresa precisa estar na internet?
Um belo dia seu Manoel acordou e teve uma brilhante idéia: criar um outdoor para sua padaria. O filho, talentoso para estas coisas de arte, criaria um desenho pra lá de interessante. Ia chamar também os amigos de tantos anos para montar a estrutura de madeira, como a que tinha visto em sua última visita ao centro da cidade, quando falara com seu gerente do banco que os negócios iam bem, mas que poderiam ir melhor e este dissera: "Seu Manoel, o senhor tem que investir em divulgação".
Eu não vou falar do óbvio. O outdoor ficou perfeito, a estrutura forte resistiu à todas as chuvas de março e durante 20 anos foi ponto de referência no bairro que cresceu ao redor. “Onde fica a padaria do seu Manoel?”
"Fácil, em frente ao outdoor...".
(pano rápido)
Moral
A decisão é clara para todos os empresários: não tem como não estar na Internet. Ela representa sobretudo uma localização privilegiada que nenhuma outra mídia pode ter, ou seja, o mundo.
No entanto, de nada adianta reunir amigos e pessoas que querem ajudar se elas não forem profisisonais suficientes para entender a dimensão do poder que esta mídia tem.
Sua empresa precisa estar na Internet e, claro, ao lado de profissionais do meio.
fonte: http://www.carreirasolo.org |
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O que um site pode fazer pela minha empresa?
O novo departamento da Silva&Sons era a grande promessa da presidência para aquele ano. Nas reuniões da diretoria, na rádio-corredor, nos encontros entre os colegas de trabalho no chopp de sexta, o papo era um só: o “novo departamento” consertaria TUDO aquilo que não andara bem nos últimos tempos. Desperdícios seriam cortados, estruturas seriam revisadas, não sobraria pedra sobre pedra. Esperava-se um novo planejamento operacional, revisão de metas, bronca nos diretores e, sobretudo, novos e sedentos clientes.
Enquanto isso, o pessoal do “novo departamento” se sentia, justiça seja feita à humildade e maturidade dos profissionais, até mesmo incomodado com tamanhas regalias. Carros com motorista, copeira exclusiva, computadores melhores que os do presidente (que comemorava a vitória que havia sido aprender a trocar e-mails com a filha que estudava na Califórnia), orçamento generoso...
Eles, profissionais captados no mercado em função de seus méritos, estranhavam sobretudo o porque de uma equipe que tinha funções claras e notadamente complementares aos outros departamentos da empresa precisar ter tanto destaque. "Não somos um time só?", "Não precisamos uns dos outros?", "Onde está a colaboração das outras equipes para nosso sucesso?"
Seis meses depois do “novo departamento” ter começado suas atividades, estava esquecido, sem orçamento e sentado na última cadeira das reuniões com a diretoria. Ano que vem, um “departamento ainda mais novo” seria criado para avaliar o trabalho desta equipe que prometera tanto, mas, não se sabe porque, não conseguirá resolver nada.
"Aliás, para que contratamos eles mesmo?", perguntava o presidente numa resposta a filha, cuidadosamente ditada para a secretária, enquanto lia e relia o e-mail que estava impresso há dois dias sobre sua mesa.
Moral:
Um projeto web pode fazer muita coisa por sua empresa. Desde que você não esqueça que qualquer solução vai espelhar tudo aquilo de BOM e de NÃO TÃO BOM que sua organização apresentar para o profissional contratado para a tarefa.
- Um projeto WEB não vai fazer seu planejamento operacional surgir do nada
- Um projeto WEB não vai reparar a estrutura de seu organograma
- Um projeto WEB não vai fazer POR SI SÓ que a campanha de propaganda seja um sucesso.
- Um projeto WEB não vai salvar ações errôneas que você tome por sua empresa
- Um projeto WEB é apenas um espelho.
- Portanto, sorria. Você está sendo filmado.
fonte: http://www.carreirasolo.org |
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Como montar uma Empresa Invisível
I see dead people, disse Haley Joel Osment no excelente Sexto Sentido, de 1999, filme que levou M. Night Shyamalan ao primeiro time de diretores do cinemão americano. Se pudéssemos fazer um paralelo com o mundo dos projetos, negócios e idéias, o menino-prodígio-sensitivo, fosse ele um freela mais esperto, provavelmente diria:
see dead companies.
Porque hoje, na esteira de grandes corporações, de escritórios, de agenciadores de maneira geral, existe uma rede infinita de empresas invisíveis que prospectam, ganham, entregam projetos para os mais variados clientes. Longe da opinião mais imediata, sobre a informalidade da situação, atento para o fato de que, em muitos casos, montar uma “empresa para o projeto” é uma tacada de mestre.
Levante a mão que nunca foi chamado para um time a ser montado para pegar uma concorrência de um portal? Ou um hotsite para o próximo lançamento do filme da moda. Por trabalhar já há algum tempo com isso, conheço “cases” de projetos clássicos da internet brasileira que surgiram de times assim. Excelentes soluções diga-se de passagem.
Mas ‘pera lá. Ao afirmar acima que uma "empresa invisível" é uma tacada de mestre, não quis dizer que isso acontece em 100% dos casos. Temos maneiras de identificar quando a reunião de amigos ao redor de um projeto vai dar em projeto ou projéteis...
Como saber se você está embarcando numa canoa furada ou num transatlântico? (Que não seja o Poseidon ou o Titanic, obviamente)
Formula mágica não existe para nada em sua vida econômica, social, sentimental ou religiosa. O que existe é concentração, honestidade, talento e muito, muito trabalho. Ao longo da estrada, quanto mais você caminha, além de calos nos pés, sempre se consegue catar uma ou outra pedrinha esquecida pela beira do caminho. Lá vão:
- Não faça nada com quem você não dividiria um chopp
- Monte times multidisciplinares. Não falo só profissionalmente, mas também personalidades, humores, níveis de paciência devem ser cuidadosamente escolhidos
- Encontrem-se pelo menos uma vez antes do início dos trabalhos
- Elejam alguém responsável por coordenar os esforços, os prazos e movimentos do time como um todo. Sei que não dá para ser a atividade única do cara, pois oneraria o orçamento de vocês, mas...alguém com habilidades em gerenciamento de pessoas é bem interessante
One more thing: my name is Dr.Malcolm Crowe
Muitas vezes, atiramos para todos os lados usando como munição a última frase que lemos em nosso canal de informação preferido. De nada vai adiantar olhar para toda empresa e repetir que ela está fadada ao fracasso por que seu time, aquele que você vai montar será mais produtivo, criativo e barato para o cliente. Nem sempre a química funciona, nem sempre você acha os profissionais que precisa. Montar uma empresa invisível é quase tão difícil quanto contar para o Dr. Malcolm Crowe que, ele mesmo, sem saber, já foi há algum tempo.
Mas sempre dá para salvar uma vida ou outra no meio do caminho : D
fonte: http://www.carreirasolo.org
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Objetividade em marketing
(*) Nildo Leite
Todos nós sabemos que hoje, para qualquer organização, o lucro está na satisfação do consumidor. Os que ainda pensam e/ou acreditam que o ferramental e as técnicas de marketing podem ser utilizados para “empurrar produtos e serviços ao mercado” estão com seus dias contados.
A boa pratica do marketing recomenda que seu planejamento deve contemplar e promover a melhoria contínua dos processos, atentando para a função social de atendimento aos desejos, de bem-estar e de necessidade das pessoas, traduzindo-se entre outros, num organismo de promoção da satisfação e da qualidade de vida, fazendo com que a oferta seja bem estruturada para ser oferecida em nível de indivíduo e de sociedade.
É necessário que se entenda que o marketing justaposto nas organizações não apenas será um estimulador ou direcionador de demanda. Estimular e direcionar a demanda pode até ser fácil e muitos até poderão conseguir. Mas, por quanto tempo?
Empresários, executivos e gestores conscientes, sabem que para suas organizações já não é tão fácil atender necessidades com o padrão de eficiência exigido pelo mercado, que a concorrência está se tornando cada vez mais aferrada, que a tecnologia impacta substancialmente no encarecimento de muitos serviços (a área de saúde é um exemplo), que é preciso informar ao consumidor onde se está, quais são e como são seus produtos e/ou serviços, com que níveis de qualidade etc. Estes profissionais entendem que se não agirem de forma criativa, preventiva, corretiva, adaptativa e competitiva, a conseqüência virá através de sérias dificuldades financeiras que poderão levar as organizações que dirigem à extinção.
É sabido também que no planejamento, para servir-se de estratégias e de ações pertinentes de marketing, as organizações que buscam respostas comportamentais de curto, médio e longo prazo de um determinado mercado, devem analisar e considerar a interpretação das pessoas, pois é a partir daí que todo o processo de concepção de imagem a respeito de seus serviços é constituído e definido, ter informações profundas e verdadeiras de si própria, do seu macro e do restante do seu micro-ambiente. Para qualquer organização, o processo de planejamento de marketing deve desempenhar o apropriado papel de integrador, tanto internamente ao compendiar os recursos tecnológicos e as necessidades do mercado, quanto externamente trazendo o consumidor para dentro da organização como participante do processo de alargamento e ajustamento de serviços. Isso é básico em marketing: a participação do consumidor no partilhar de conhecimentos.
Infelizmente, por não atentarem, por não saberem ou por não entenderem como as pessoas percebem as idéias, os produtos e os serviços, é que milhões de reais são gastos todos os dias por várias organizações (e de todos os portes e segmentos) com custos e despesas desnecessárias, com incursões despropositadas, com ações promocionais sem fundamento e/ou mal implementadas, em publicidade e propaganda mal feitas (tanto na forma quanto na utilização), em treinamentos, congressos, palestras etc, que deveriam ter cunho técnico, mas que terminam enveredando para o “oba oba” sem que se acrescente absolutamente nada, com pseudoprofissionais que convencem pela eloqüência das suas palavras e/ou frases decoradas e de efeito etc, etc, etc.
Parafraseando o que disse um autor desconhecido, muitas dessas organizações nem sabem o que estão fazendo, outras nem sabem o que fazem ou por que fazem, e ainda outras que fazem porque outras fazem.
Consultor de Empresas, Coordenador e Professor de cursos de pós-graduação e graduação em instituições de ensino em Salvador-Bahia. Email:nildo.leite@oi.com.br |
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W W W de cabeça para baixo...
Paulo César S. de Oliveira (*)
Estou aqui preparando uma aula de Técnicas Avançadas em Marketing para os alunos do último período de Administração de Empresas ... não tenho muito tempo para me dedicar a esta profissão que admiro tanto: Professor; em função disso aproveito cada minuto que “estou” professor (tanto no preparo das aulas, quanto em sala com os alunos) com imensa paixão.
Com o World Wide Web a um click, sempre procuro me atualizar e buscar novas informações para os alunos... na realidade é um leva e traz, pois os alunos estão plugados e nos ensinam mais do que conseguimos ensiná-los... é uma questão matemática: 35, 40 cabeças pensantes com neurônios turbinados contra (na realidade, esse contra é a favor ) apenas uma...
Voltando ao W W W... de repente um insight: se invertermos o W W W temos M M M: Marketing do Mundo Moderno, Modelo de Marketing Moderno, Modelo Mundial de Marketing, Mundo do Marketing Moderno... como preferir.
Vivemos hoje em um mundo de conceitos e modelos de Marketing: em apenas alguns minutos rabisquei em um papel mais de 20... isto é sensacional!!! mostra a capilaridade do Marketing Moderno...é uma verdadeira rede (me lembro da divisão celular e das sinapses); vamos falar de alguns exemplos: me recordo das aulas de MKT (daqui para frente vou abreviar) de produto, me lembro dos cases de MKT da Marca e vejo agora na TV o MKT Sensorial... é... não dá para ficar longe dos sentidos do ser humano... a cada dia falamos mais no que percebemos... hoje temos o MKT das Percepções; percepção me faz pensar no individual: é isso!!! MKT one to one.
Temos que gerar e agregar valor seja no MKT Político, no MKT Cultural, no MKT de Varejo... olho para a estante: o quê está lá?? O MKT de Guerra (não vamos confundir as estratégias de guerra com as estratégias de mídia que invadem as nossas cabeças e geram a famosa opinião pública).
Na minha empresa e nos seus clientes vivemos com o MKT Institucional, o MKT Promocional, o MKT de Vendas, o ENDOMARKETING, o MKT Direto que utiliza o Database MKT, que por sua vez gera o TELEMKT; penso muito em geração de renda e trabalho, em ética e responsabilidade com a comunidade: hoje temos profissionais de altíssima competência no MKT Social em Empresas tradicionais, ONG’s ou Oscip’s; felizmente, atualmente as pessoas estão falando mais e praticando mais o MKT do Terceiro Setor.
Ahh!! não podemos esquecer o Mercado Externo: temos que participar desta globalização e gerar mais superávit primário: que tal uma pitada de MKT Internacional, de MKT de Relacionamento (vamos lá: use seu Networking!!!).
Converso muito com meus alunos, colegas, parceiros e colaboradores sobre a Visão de Futuro; temos que tê-la em conjunto com Ação empreendedora: as coisas realmente acontecem com o MKT de Atitude.
Bom, acredito que está na hora de terminar este artigo: tenho que salvar este arquivo... mas não posso esquecer do MKT Eletrônico (B2B ou B2C?? Você decide!!).
No rodapé do artigo teremos meus dados; faz parte do MKT Pessoal... realmente o W W W DE CABEÇA PARA BAIXO gerou um monte de reflexões na minha cabeça... gerou o M M M... enfim... O MARKETING MIX É O MÁXIMO!!!!!!
Paulo César é Administrador de Empresas, Palestrante e Professor; Diretor Executivo da WOW ASSESSORIA E PARTICIPAÇÕES. |
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Os onze passos de uma campanha Viral
O especialista Thiago Bersou descreve o processo desenvolvido pela T-Viral e adaptada pela E-pidemic, seu braço na América Latina, para desenvolver campanhas virais eficazes.
Desenvolvemos um curto documento que descreve as 11 etapas a serem consideradas ao se pensar em buzz/Viral marketing.
Apesar de soar bastante com livros de auto-ajuda, acredito que seja uma boa introdução a respeito do tema.
1. Defina seus objetivos REAIS!
Como os patrocínios, campanhas de marketing viral frequentemente são usadas por aqueles que querem fazer “algo diferente”, mas sem uma ponderação sobre o que realmente essa campanha viral vai ajudar a alcançar.
O problema chave é a dificuldade de se medir o impacto de campanhas de marketing viral.
As duas grandes razões por conta disso:
a. A metodologia usada é falha.
b. Falta de entendimento na integração com as outras mídias e táticas.
a.1) A grande maioria das campanhas (principalmente no Brasil) são medidas em termos de hits, unique visitors, visitas/user session e tempo de sessão. Isso é ótimo se o que você quer é apenas reconhecimento de marca, mas não está levando em consideração nem se ao menos as pessoas que estão sendo expostas o seu conteúdo são seu público-alvo. E mesmo se é seu público-alvo, não se aproveita a oportunidade para recolher dados qualitativos sobre suas opiniões a respeito da marca, da campanha etc. Em muitos casos de campanhas integradas (sendo a campanha viral como parte dela) não se leva em consideração o impacto das ações de marketing viral ou se o fazem, é de maneira superficial.
b.1) Vamos deixar uma coisa bem clara: Marketing viral é bom para uma coisa, e uma ÚNICA coisa: Alterar reconhecimento e percepção da sua marca. O que? Você ouviu a respeito de uma campanha que aumentou o número de registros e de compras?
Bom, na verdade não. O que de aconteceu é que a campanha aumentou o nível de percepção positiva em relação à marca. Isso levou o usuário ao site da marca ou e-comerce (provavelmente de um link em um vídeo, game ou hotsite) onde ele foi levado a adquirir o produto ou se registrar.
Como você pode observar, campanhas virais não deve ser sua única ferramenta de comunicação, a não ser que você queira lançar apenas uma campanha de marca.
Se você quer mais do tipo:
·Registros
·Gerar predisposição a compra
·Compras diretas, etc.
Então é necessário determinar quais canais a serem usados, táticas e estratégias dado seus objetivos de marketing, público-alvo(s) e conceito de comunicação.
Em outras palavras: Para se criar uma campanha viral de sucesso você precisa definir primeiramente o que de fato se quer com ela. Seus KPIs (Key Performance Indicators) para então saber como mensurar esses resultados.
2. Identificando sua audiência
Isso pode suar bastante óbvio, mas ainda é muito comum ver campanhas alardeando que atingiram milhões de views no Youtube. Claro que é maravilhoso ter 5 milhões de pessoas que entraram em contato com a sua marca no mundo todo, porém se você não tem uma escala global (ou mesmo nacional) isso não faz muito sentido.
Novamente isso tem grande similaridade de como funcionam os patrocínios. Pode se usar o exemplo da CSC (http://www.csc.com), empresa de soluções de TI que patrocinou o Tour de France gerando mídia espontânea de mais de 100 milhões de dólares. Nada mal para quem pagou cerca de U$10 milhões de patrocínio, certo? O único problema é: Quantos diretores ou senior manangers que de fato são o decisores neste tipo de decisão vão estar às 4 da tarde assistindo o Tour de France? Assim, o valor real está nas pessoas que de fato interessam e isso vale para campanhas virais também.
Diferentemente de uma campanha tradicional on line (com banners, por exemplo), você não pode decidir quem vai ou não vai ver sua campanha. Não é possível segmentar sua audiência limitando a exposição, mas você pode planejar os passos que levem o público CERTO identificando que eles são, seus padrões e hábitos na internet. Na sua essência, saber que sites eles freqüentam. É lá que você deve impactá-los através da publicação do seu conteúdo (pago ou de graça) – ou até mesmo através de anúncios segmentados (como adsense e adwords por exemplo) para dirigir tráfego para o seu hotsite promocional. Dessa maneira você garante que as pessoas certas estão entrando em contato com a sua mensagem, e, se seu conteúdo for bom o suficiente, ele se espalhará.
3. Desenvolva um conceito de comunicação geral
Vocês já devem saber (ou por experiência ou por pesquisa) qualquer campanha integrada é muito mais eficiente do que qualquer uma delas separadamente. Isso é verdade para qualquer campanha que tenha um componente on-line nela.
Uma pesquisa conduzida pela Dynamic Logic Europe (http://www.dynamiclogic.com) que uma campanha de TV aumenta em 17% o reconhecimento de marca. Entretanto se lançarmos campanhas tanto TV quanto internet esse número vai para 45%. Isso representa um desafio uma vez que não se pode deixar a escolha da mídia nortear o conceito de comunicação e ao mesmo tempo não se pode perder de vista os benefícios que cada uma das mídias pode trazer para sua campanha. Isso de fato não muda a forma que se trabalha. Comece do início com a estratégia do seu negócio e seus objetivos de marketing. Desenvolva o conceito de comunicação e só então comece a analisar as opções de canais e como maximiza-los em relação a sua verba e seus objetivos.
Model 1. Planning Process

4. Decida os canais, mídias e tática
Uma vez desenvolvido o conceito de comunicação é preciso determinar quais canais vão te ajudar a alcançar aqueles objetivos lá do tópico 1. Entender qual é o benefícios de cada canal ajuda bastante.
Mais especificamente em relação a uma campanha viral, as mídias que funcionam bem em conjunto são:
·TV (Especialmente se você usar o mesmo conteúdo em diferentes mídias)
·Online
·Mobile (veja “TV” acrescentando extensões como papel-de-parede, ringtones etc)
·RP (Envio de press releases para despertar o interesse geral)
Em se falando de campanhas virais on line é frequentemente mais eficaz sempre partir de um hotsite onde seu conteúdo está encerrado e direcionar tráfego através de uma campanha integrada contendo um ou mais das táticas a seguir:
·“Semear” (ou seeding - aonde publicar) o conteúdo de relevância para o seu target.
· Fóruns de discussão e blogs
· Search Engine Optimisation (SEO) e publicidades no formato Cost-Per-Click/Cost-Per-Action
·Campanhas de mídia online tradicionais
·E-mail marketing para banco de dados existentes e relacionados à audiência.
·Patrocínio de conteúdo existente (um vídeo por exemplo) em sites de associados à sua audiência
·Extensão de conteúdo:
Podcasts
RSS feeds
Downloads (Screensavers, papel-de-parede etc)
·Conteúdo para celular
Papel-de-parede
Screensavers
Ringtones
Games
Vídeos...
5. Planeje aonde e quando lançar uma campanha viral
Durante o processo de planejamento essa é umas das partes em que é fácil errar a mão uma vez que terá impacto nos seus objetivos. Isso de fato é mais verdadeiro quando estamos não estamos falando apenas de reconhecimento de marca.
Existem 3 momentos possíveis de se lançar uma campanha viral quando parte de uma comunicação integrada:
a) Antes do lançamento da campanha tradicional: Muitas vezes campanhas de marketing viral podem funcionar como um primeiro passo para chamar a atenção das pessoas e criar expectativa para “o que mais que vem por ai”.
b) No pico da campanha tradicional: Dessa forma a campanha de marketing viral permite um prolongamento da vida útil da comunicação que está sendo feita.
c) Campanha tradicional e viral simultaneamente: Essa opção é mais freqüente quando se possui uma limitação de investimento e não é possível fazer, por exemplo, TV. Mas se a empresa estiver apenas lançando uma campanha online com banners, RP e SEO fazem sentido maximizar o máximo o efeito do “buzz” tentando trazer tantas pessoas quanto possível de forma a criar uma massa crítica que comece a comentar e viralizar essa campanha. Nessa opção é onde uma boa estratégia de “seeding” é um ponto crucial de sucesso pois você precisa impactar o máximo de pessoas de sua audiência o mais rápido possível para criar a massa crítica necessária.
6. Desenhe um conceito viral.
Apesar de já ter abordado esse assunto no tópico sobre o conceito geral de comunicação há dentro do conceito viral algumas particularidades importantes. Uma vez decidido os canais, as mídias, táticas e momento há ainda alguns detalhes importantes que impactam no compartilhamento ou não desse conteúdo. Um bom exemplo para ilustrar isso foi a decisão tomada pelos executivos da 3, operadora de celular dinamarquesa. Não tendo verba suficiente para veiculação na TV, eles produziram mesmo assim um comercial. Porém esse comercial era tão polêmico que foi recusado pelo “CONAR” local. Astutamente eles trabalharam de forma eficiente essa questão do comercial banido via RP. Isso gerou uma grande boca-a-boca nas pessoas, pois todos queriam ver o comercial proibido.
Uma outra maneira é criar extensões do seu conceito na TV. Assim pode se fazer como a Chevrolet que criou um advergame para seu carro Prisma baseado em seu comercial de TV. Ou algo mais como a Nike com seu Nikefootball.com para a Euro2004 que criou diversas versões de comercial para uso online e os integrou em um hotsite com downloads, games etc. Além de ter criados extensões para novos canais como Messenger (Nike Olé para MSN Messenger, produzido em 6 línguas e promovido em 12 mercados alcançou 30 milhões de partidas disputadas em 3 meses.)
O conceito viral se tornará, será determinado pelo que ser quer alcançar, entretanto o mais comum de seus propósitos é gerartráfego para um site aonde o usuário irá desempenhar uma série de atividades relacionadas aos objetivos da empresa. Há ainda um elemento chave a ser considerado. Que tipo de conteúdo viral será o mais eficiente para gerar esse tráfego? No final não há uma resposta definitiva, porém há o que chamamos de premissas de compartilhamento que podem ser vir de norte.
·Humor
·Polêmica
·Boa vontade (fim da CPMF, efeito estufa etc)
Ainda há a questão da inovação, porém para isso é preciso de um produto inovador o que nem sempre temos em mãos.
7. Desenvolva a mecânica da campanha
A mecânica da mecânica é um conjunto de elementos dentro do seu esforço de gerar “buzz” que fará tantos os elementos virais funcionarem quanto atingir os seus objetivos REAIS. Em outras palavras, devem-se considerar os mecanismos para:
·Atrair/direcionar tráfego (ex: banners, SEO, “seeding”, press releases, Podcasts, etc)
·Manutenção do interesse (escolher o conteúdo correto para evitar que o usuário venha dos elementos virais e vá embora logo em seguida)
·Direcionar tráfego para outros elementos de sua campanha viral (links em fóruns ou blogs, botões colocado em lugares estratégicos)
·Desenvolver mecanismos de ação nas páginas subseqüentes de seu site para, por exemplo, direcionar para uma parte de registro ou compra
· Promover mecanismos de “send-a-long” como por exemplo “envie para um amigo” ou uma url clara que seja distribuída de forma fácil e simples.
·Mecanismos de seeding (manual e/ou automático)
·Metodologia de rastreamento para dados quantitativos e qualitativos
Será preciso também pensar que tipo de conteúdo trará o melhor resultado (como discutido acima), se o conteúdo poderá ser baixado para um computador (fazendo isso, boa parte dos resultados de rastreamento serão perdidos, principalmente quando falamos de vídeo) ou ainda se o que se espera é apenas gerar tráfego para um website aonde o usuário terá a experiência completa a marca desenhou para ele/ela.
8. Plano de Mídia e estratégia de “seeding”
Isso é algo que sempre dependerá tanto da verba total disponível quanto da verba destinada para atividades da campanha viral. Com relação ao planejamento de mídia, além do tradicional que normalmente é feito, deve-se alocar também uma verba para a “mídia viral” que é pagar por publicação para acelerar o tráfego e gera “buzz” rapidamente para a sua campanha.
Muitos sites e blogs só publicam conteúdo de marca se forem pagos por isso, então é prudente alocar sim uma verba para que além dos esforços de “seeding” tanto manual e automático que serão feitos.
A estratégia de “seeding’ é dividida em dois elementos:
a) “Seeding” automático
b) ‘Seeding” manual
Ad a) O “seeding” automático entra para todos os sites e blogs que foram identificados como relevantes para a campanha. Assim, é enviado automaticamente e-mails para esses sites avisando que um novo conteúdo está disponível. Isso também é feito com indivíduos (os chamados “Betas” no meu artigo anterior) que dentro de sua rede social sejam referência para o conteúdo a ser promovido e possui uma propensão maior a repassar o conteúdo. Aqui também entra os bancos de dados existentes do cliente (aonde usuário voluntariamente aceitaram receber informações) e no caso da E-pidemic, a sua própria rede.
Ad b) O “seeding” manual compreende um variedade muito maior de atividades e tipos de sites:
·Participação em fóruns de discussão específicos sobre a empresa e/ou marca
·Blogs específicos sobre empresa/marca
·Participação em fóruns de interesse gera
·“Upload” por exemplo de vídeos no Youtube
·Criação e participação de perfis em redes sociais como Orkut, Facebook ou MySpace (pode ser um personagem da própria campanha)
Não é de surpreender que o “seeding” manual leva tempo e é bastante trabalhoso. Nenhum dos tópicos acima mencionados pode ser automatizado e são necessárias pessoas sentadas postando o conteúdo um site de cada vez. Então é muito importante deixar um “respiro” para se fazer o “seeding”. E antes de começar a divulgar, defina exatamente aonde e como vai fazê-lo para não perder tempo em sites ou blogs que não trazem resultados.
Algumas campanhas são um sucesso acreditem ou não por pura sorte. O conteúdo é fantástico e as pessoas certas são impactadas logo no início repassando e atingindo o status de fenômeno em pouco tempo, porém para a maioria das campanhas isso não acontece. Da mesma maneira, poucas campanhas são um sucesso por conta de um bom seeding porém com um conteúdo ruim. Para evitar atirar no escuro, passe pelos 7 passos e acerte desde o começo!
9. Seeding&Tracking
O “seeding” requer certo tempo uma vez que o seeding manual é bastante trabalhoso e operacional. Leve isso em consideração na hora de planejar a sua campanha. Com relação ao “tracking” (rastreamento que falamos acima) garante acesso instantâneo aos resultados de sua campanha (através de links rastreáveis, mecanismos de captura de dados etc) e fazer os ajustes se necessário. A única coisa que deve estar em mente é que se o conteúdo puder ser baixado, não se pode mais parar a disseminação se decidir mudar o conceito criativo.
10. Aperfeiçoe a campanha
Para campanhas virais, a chave para o aperfeiçoamento é o conteúdo. Manter o interesse e garantir que o usuário volte sempre em buscas das novidades prolonga a interação que ele terá com sua marca e o “buzz” em cima dela (pois sempre ficará na cabeça – o que vai acontecer em seguida).
Uma boa maneira de se fazer isso é desmembrar a sua campanha em diversos vídeos e publicar um de cada vez em períodos de tempo de uma semana por exemplo. Isso foi a estratégia da Nike com o site “joga Bonito”. A cada semana, antes do filme ser veiculado ele estreava no site mantendo o interesse de que os usuários voltassem sempre.
Deixe o usuário “brincar” com diversos elementos para criar seus próprios remixes ou mashups. Para advergames é mais fácil. Deixe o jogo mais fácil, mais difícil, acrescente um ranking para que o usuário veja seu desempenho em comparação com outros, acrescente uma história mais envolvente etc.
A lição que deve ficar é: Perca bastante tempo no planejamento, teste logo no início com a sua audiência e tenha certeza de começar certo desde o princípio.
11. Resultados
Durante e ao final da campanha assegure que tenha disponível tanto dados quantitativos quanto qualitativos para comparar aos seus objetos e KPIs. Não sabe se a campanha funcionou nos canais off line? Arrume em uma maneira de provar! Um bom exemplo de como isso poderia ser feito é a campanha do Burger King no site www.subservientchicken.com. Ninguém duvida que os resultados quantitativos e de reconhecimento para a marca, porém a integração com as lojas era frágil. Uma maneira de se provar a correlação da campanha era anunciar as pessoas que ao pedirem um sanduíche de frango se declarassem uma galinha “submissa” ganhariam algum tipo de prêmio ou brinde. Isso seria um dado valioso para se provar a eficiência de uma ação cross-media e cross channel Isso é bastante importante para as empresas (a maioria no Brasil) que não são 100% digitais e precisam mensurar o impacto off line também.
E finalmente, assegure-se dado que está coletando para que não seja perca de tempo. Quase 10 anos atrás a BMW economizou milhões de dólares quando perceberam que os consumidores que usavam o aplicativo de configuração de carro em seu site estavam dando a exata indicação das tendências de cores que eles queriam*. Isso garantiu redução de inventario e tempo de entrega uma vez que eles tinham em mãos exatamente a demanda de cores necessárias.
*Fonte: Discurso dado por G. Cooper da Apple Computer, Inc. no “Masters of Media” in 1997.
Thiago Bersou
fonte: http://jumpexec.uol.com.br |
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5 dicas para melhorar o resultado do e-mail marketing
Por Walter Sabini Junior
Preocupe-se com a apresentação da mensagem
Otimize o nome do remetente e assunto da mensagem. Geralmente, o nome do remetente é o que determina se o e-mail marketing será deletado. O assunto é o que motiva as pessoas a abrirem o e-mail. Já existem ferramentas de e-mail marketing que contemplam recursos para visualização de como o nome do remetente e o assunto serão exibidos em diversos provedores e programas de e-mail.
A apresentação da sua mensagem pode ser prejudicada por conta dos diversos provedores, portanto, evite o uso do CSS, Java Script e formulários.
Trabalhe o formato da mensagem em uma área máxima de 450 pixels de largura e deixe a altura o menor possível para evitar barra de rolagem.
Simplifique a mensagem
Os profissionais tendem a enviar as mensagens sobrecarregadas de ofertas, provocando rejeição por parte dos destinatários. Simplifique o conteúdo.
Concentre-se na mensagem principal, ela levará o destinatário ao objetivo da ação.
O topo da mensagem é visualizado primeiro, utilize-o para a identificação da empresa e para transmitir o objetivo da ação.
Se a mensagem estiver clara e objetiva, será transmitida não apenas para os que costumam ler, mas também para os destinatários que visualizam rapidamente.
Não utilize apenas imagens. Deve haver um equilíbrio entre textos e imagens.
Lembre-se de diferenciar as mídias offline e online. Cada uma requer sua própria abordagem.
Considere o hábito de visualização do destinatário
Seus clientes não interagem com o e-mail marketing da mesma forma que o fazem com a mídia impressa ou páginas da web. Diagrame a mensagem de forma que a informação fique pertinente com a ação.
Imagens podem ser bloqueadas em muitos programas de e-mail. Para que a mensagem principal não seja perdida, inclua sempre um texto alternativo nas imagens (Alt Tags).
Não esqueça que alguns leitores de e-mail não aceitam Html, portanto, inclua sempre a versão texto (plain text).
Preocupe-se com a entrega
Lembre-se que antes de ser entregue na caixa postal dos destinatários, a mensagem é submetida a rigorosos filtros anti-spam. Existem diversos filtros e, dentre eles, há o filtro por palavras, que pontua o e-mail marketing de acordo com as palavras encontradas no texto, podendo classificá-lo como spam. Prefira ferramentas de e-mail marketing que contemplem o teste de spam. Assim, antes do envio, será possível fazer as alterações de texto necessárias, melhorar a pontuação do e-mail marketing e evitar que seja bloqueado por spam.
Respeite o seu destinatário
No processo do opt-in (permissão de recebimento de mensagens eletrônicas), ofereça sempre opções por assunto e frequência de recebimento de mensagens.
Nunca esqueça do double opt-in: envio de mensagem para confirmar e ativar a opção de recebimento.
Deixe clara a sua política de privacidade.
Lembre-se que o destinatário lhe concedeu a permissão para comunicar-se com ele através do e-mail. Não abuse desse privilégio!
* Walter Sabini Junior
fonte: http://jumpexec.uol.com.br |
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Publicidade ou propaganda? Qual é a diferença?
"As pessoas confundem os dois conceitos no jargão do dia-a-dia, pois a diferença é muito tênue. Mas, academicamente, Publicidade é mais abrangente que Propaganda, englobando todas as formas de comunicação: merchandising, Marketing Direto, novos meios etc. Os títulos agência de propaganda ou agência de publicidade dependem do objetivo de cada uma. Poucas agências se intitulam agências de publicidade, a maioria prefere o título agência de comunicação total, aquela que propõe o full service ao cliente. Já as agências de propaganda se concentram na Propaganda", destaca Cyd Alvarez, diretor de atendimento da Comunicação Contemporânea.
O que é propaganda? É responsável pela imagem da empresa. Um instrumento que atua através dos meios de comunicação (rádio, TV, cinema, imprensa, outdoors, internet e outras mídias), veiculando mensagens sobre produtos ou serviços às diversas fatias de mercado.
De que forma os conceitos de Marketing e Propaganda se assemelham e se diferenciam? "Marketing é o grande guarda-chuva. É a estratégia geral, que abrange produto, sua adequação ao mercado, preço, distribuição nos pontos-de-venda etc. A Propaganda também é um dos itens do Marketing. Propaganda e Marketing se assemelham na medida da consistência, uma vez que a Propaganda tem que, necessariamente, estar consistente com o planejamento de Marketing. E se diferenciam na medida do escopo, pois o escopo de atuação do Marketing é muito mais amplo, incluindo preço, produto, embalagem, distribuição etc, enquanto a Propaganda fica restrita aos anúncios em rádio, TV, jornal, outdoor etc", esclarece Cyd Alvarez, diretor de atendimento da Comunicação Contemporânea.
O que é merchandising? "Em, inglês, merchand é mercador. Merchandising, portanto, significa destacar a mercadoria. Enquanto o Marketing explora imagem da empresa como um todo, incluindo logomarca, promoção, distribuição, mídia, tudo enfim, o merchandising é a exposição do produto. Mostrar o produto é fazer merchandising. Merchandising na TV, por exemplo, é colocar o produto no meio de uma cena de novela. Mas existe também o merchandising no ponto-de-venda, que tem como responsabilidade destacar o produto perante os demais. Assim, outdoors, placas em padarias, ônibus, degustação em supermercados também são ações de merchandising. Tudo o que coloca o produto em evidência é merchandising", destaca Ronald Peach Jr., sócio da Oficina do Merchandising.
Qual a importância do produto num contexto de Marketing? "O Marketing sempre foi confundido com várias outras coisas: promoção de produto, ação de relações públicas de um produto etc. E a imagem da empresa sempre foi privilegiada frente ao próprio produto. Mas, numa sociedade como a atual, contestadora, a qualidade adquire maior valor que no passado e o produto passa a ser o elemento fundamental no contexto de Marketing. Fazendo uma relação com a língua, o produto é o substantivo e o resto, são adjetivos. Ou seja, tudo o mais é derivativo do produto e existe em função dele. Não adianta ter uma grande verba de propaganda, pontos-de-venda lindíssimos, rede de distribuição eficiente e assistência pós-venda fantástica sem a qualidade do produto. Agora, se além da qualidade, o produto ainda tiver todas essas outras qualificações, teremos o conceito de Produto Ampliado, que significa que a demanda por ele será muito maior e os clientes serão atraídos com mais facilidade. O Marketing, é claro, aproveita para apoiar-se nesses valores do Produto Ampliado", afirma Carlos Alberto Rabaça, sócio da Rabaça & Associados. |
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Second Life: ainda uma opção?
Como o Second Life pode ajudar na estratégia de uma agência digital? Fizemos esta pergunta para Valdiney Victor Viçossi, presidente da VM2 Agência Digital.
A empresa optou por trabalhar fortemente seu portfolio com um espaço exclusivo no Second Life. Segundo Viçossi, ele encara este tipo de empreendimento como um investimento interessante para sua agência, embora ainda não exista uma fórmula de monetização.
De qualquer forma, Viçossi acredita que aplicações de realidade virtual em 3D ainda têm muito a evoluir. Ele diz: "para mim, o SL e outros projetos semelhantes vivem o mesmo grau de incerteza e expectativa que cercava a internet em 1998/99, mas estão a caminho da consolidação".
Ele completa: "Sei que será algo interessante para as empresas, embora ainda não veja uma maneira de mensurar ganhos econômicos com estas iniciativas. O grande diferencial é que o Second Life é uma ferramenta diferenciada de relacionamento, onde entretenimento, compras e networking pessoal se encontram num ambiente graficamente rico".
Valdiney afirma que o aspecto que pode consolidar o crescimento do SL é que o jogo está no próprio ambiente web. "Basta ter acesso a um browser para se conectar ao jogo. Porém, há uma barreira tecnológica importante, que impede um crescimento consistente do jogo, especialmente no mercado brasileiro: é preciso ter equipamento novo e conexão de qualidade para se desfrutar do Second Life da melhor maneira, e o acesso a estes requisitos, infelizmente, ainda está longe da realidade de grande parte das pessoas que navegam pela internet no Brasil", ele comenta.
Para Valdiney, uma prova dessa dificuldade está nos números de usuários brasileiros cadastrados no Second Life. Ele afirma:"Há cerca de 200.000 usuários brasileiros cadastrados no Second Life, embora existam 35 milhões de pessoas com algum tipo de acesso à internet no país. Além do número ser relativamente pequeno, existe uma parcela considerável destes usuários que se cadastra e que abandona seus avatares, justamente por não terem equipamento compatível ou por limitações do servidor do jogo", enfatiza.
Para Valdiney, o melhor aspecto do Second Life para empresas como a VM2 é utilizar a plataforma como um meio de relacionamento e experimentação. No caso da VM2, ser proprietária de uma ilha dentro do jogo e desenvolver trabalhos diferenciados em 3D, como test-drives de veículos, serve como portfólio para possíveis interessados em seus trabalhos. "É uma oportunidade para desenvolver trabalhos que mostrem um diferencial, e isso traz, claro, visibilidade e ganho institucional", ele observa.
No entanto, o profissional faz uma ressalva: "muitas empresas estão se aproveitando do hype do Second Life, e se limitam a delimitarem um espaço no metaverso, e a colocarem avisos dizendo: em breve, a empresa X no Second Life, sem no entanto darem continuidade ao projeto e frustrando expectativas. Eu acredito que este tipo de comportamento acaba sendo prejudicial ao Second Life, porque com este tipo de atitude algumas empresas reforçam o aspecto de moda passageira do jogo. O público que interage naquele ambiente é exigente, e empresas que se comportam desta forma contribuem para que o Second Life tenha problemas. As empresas precisam ter consciência da importância instituicional da sua presença no Second Life", alerta.
Valdiney também acredita que poucos atentaram para a rica experiência de networking oferecida pelo Second Life. "Não é só um lugar para você ver publicidade virtual ou comprar espaço, também é um lugar para se relacionar, e de forma segura. O controle de acesso de cada avatar é bem restrito, e as regras de identificação dos usuários não são consideradas como invasão de privacidade. Acredito sinceramente que estas aplicações têm tudo para a se equiparar ou até mesmo substituir as redes de relacionamento como conhecemos hoje, como o Orkut, o Facebook ou o MySpace, mas tudo isso dependerá do acesso de mais pessoas a equipamentos que suportem estas aplicações", diz.
Valdiney finaliza com uma previsão: "Acredito que esta fase de transição durará mais dois anos. Por volta de 2009, este tipo de jogo em 3d se populariza no Brasil, com a evolução das tecnologias e o acesso mais fácil da população a equipamentos mais poderosos". Mas ratifica ser importante que as empresas busquem especialistas na área de Second Life para o desenvolvimento de projetos específicos, pois as oportunidades são diferenciadas para cada tipo de situação/mercado e alguns segmentos já podem ter excelentes resultados de forma imediata.
fonte: http://jumpexec.uol.com.br |
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Executivo analisa o Second Life como estratégia de marketing
Tales Rocha, Country Internet Manager da Philips do Brasil, analisa o impacto do Second Life nas estratégias de marketing das empresas.
O que leva as empresas a investirem em algo tão inovador como o Second Life? Certamente, a motivação principal é gerar negócios - mas é preciso encarar o metaverso como um poderoso instrumento de relacionamento, e, claro, cuidar para que este espaço realmente seja percebido como tal pelos usuários.
Tales Rocha, Country Internet Manager da Philips do Brasil, está envolvido com este desafio, e analisa para JumpExec quais são os pontos principais para tornar o metaverso uma ferramenta de marketing e relacionamento realmente eficaz:
Second Life como captador de necessidades e tendências, através de idéias e conceitos.
As empresas perceberam que lançar produtos sem um profundo conhecimento das necessidades dos consumidores é um risco muito grande. A Philips tem essa premissa na essência de seu posicionamento de marca e sempre contou com inúmeras pesquisas de mercado para capturar essas tendências e para entender os hábitos de consumo.
Hoje, além dos mecanismos tradicionais, temos o Second Life, que nos ajuda a perceber quais são essas necessidades e tendências. O Second Life oferece para a Philips a oportunidade de entender como se atribuir valor a algo de valor intangível. Ao criar valor nesse mundo virtual, nós podemos transferi-lo para a economia material. Peguemos como exemplo o design. No mundo material, o design é integrado na proposta total que inclui não apenas o produto, mas também a loja onde ele é comercializado, o marketing e a comunicação que o envolvem, entre outros fatores. Dessa forma, é muito mais difícil extrapolar o valor de uma idéia.No Second Life, as únicas coisas que existem são as idéias e a estética dos conceitos, portanto, nós podemos realmente descobrir o valor do design, por exemplo.
Second Life como parte do mix de comunicação de uma empresa.
O Second Life é útil para a comunicação de uma empresa de inúmeras formas. Pode ser, por exemplo, mais um canal para informar uma comunidade em constante crescimento sobre uma determinada ação dessa empresa, pode ser o meio perfeito para uma determinada simulação de alguma atividade que essa empresa já desenvolve no mundo material, pode ser ainda o palco para uma ação global, anúncios...
Seja o qual for a iniciativa, por se tratar de comunicação, primeiro devemos considerar se o que essa empresa deseja comunicar encontra, no Second Life, o receptor ideal para a mensagem pretendida. De qualquer forma, faz total sentido considerar o Second Life uma alternativa complementar ao mix de comunicação, seja na área de marketing e até mesmo na comunicação corporativa das empresas. Não podemos esquecer que há jornais lá dentro, há jornalistas lá dentro e, sobretudo, uma enorme comunidade de formadores de opinião de profissões e naturezas distintas. O mais importante, para mim, entretanto, é que o Second é em 3D, um metauniverso, e a questão do deslocamento é também colocada de lado, abrindo ainda mais as possibilidades de se extrapolar o valor de uma idéia.
Second Life é muito além do que ter seu espaço no jogo.
Marcar presença apenas não faz sentido. Isso é, guardadas as devidas proporções, como montar um site na Web quando houve o boom da Internet.Muita gente simplesmente marcou presença na Internet com um site sem nenhum atrativo ou funcionalidade, como se fosse mesmo páginas amarelas. Uma loja lá dentro para comercializar produtos que atendam às necessidades dos avatares, ou mesmo das pessoas por trás desses avatares, pode ser uma saída, desde que atribua novos valores na relação com o consumidor. A web ganhou sua característica de catálogo e hoje há uma tendência natural das pessoas replicarem este modelo, inclusive no Second Life.
Na minha percepção, temos de ter em mente que o Second Life tem relação com o que se discute de Web 3.0, especialmente porque extrapola a questão das experiências colaborativas (diálogo, engajamento, comunidades e inovações).Quem souber explorar esses recursos, e os adicionais que precisam ser descobertos, quem souber criar valores, certamente estará mais próximo de uma utilização segura do SL como ferramenta de marketing. No caso da Philips, o Second Life é uma ferramenta de marketing segura porque nos permite conhecer os consumidores e apostar na co-criação.
Como mensurar resultados no Second Life?
As ferramentas de métricas tradicionais para a Internet nos oferecem recursos ilimitados de cruzamentos de dados. Contudo, no Second Life as medições seguem um critério mais "corpo-a-corpo". Não podemos esquecer que cada avatar é "controlado" por uma pessoa de verdade, que está atrás de um teclado e de uma tela comandando tudo, em tempo real. A interação é a palavra-chave. Creio que a questão do tráfego e a do tempo dedicados ganham novos valores. Tudo dependerá, entretanto, de que tipo de resultado se pretende mensurar: pode ser publicidade, vendas ou a viralidade de um conceito qualquer, para citar alguns exemplos.
Em uma festa de reveillon realizada pela Philips no Second Life em 1ª de janeiro de 2007, na virada de 31 para 1º, tivemos cerca de 1000 avatares presentes em nossa área, distribuímos mais de 600 camisetas Philips, pulseiras, fogos de artifício e até sandálias... Até hoje há avatares circulando no Second Life com a camiseta da Philips. O resultado dentro do Second Life foi fácil de medir, mas temos ainda o retorno de mídia dessa ação, a curiosidade que foi despertada e mais uma série de desdobramentos cujos valores são ainda muito difíceis de avaliar. Não podemos esquecer que valor de uma informação de caráter espontâneo e de um anúncio partem de naturezas distintas. Você sempre terá como mensurar quanto vale um anúncio em tamanho, circulação e canais de distribuição - mesmo no Second Life. Contudo, uma informação creditada por terceiros, espontaneamente ou mesmo sugerida, não segue assa mesma lógica. Eu, por exemplo, nunca vi um anúncio sobre o Second Life, mas já vi muita gente falando a respeito.
Pensar no futuro do Second Life.
Embora o Second Life seja um novo fenômeno, percebo que mesmo assim estamos longe de abandonar o debate da convergência. Neste caso, a convergência deve ser assimilada à experimentação. Vejo que o Second Life permite a venda de terrenos (áreas virtuais), a exploração pelas empresas, o comércio eletrônico mas, acima de tudo, permite ainda que muitas idéias sejam agregadas. Imagino que tecnologias de trocas de odores, sabores podem encontar o seu espaço. A Philips já tem o AmbX, que simula brisas, vibrações... Portanto, há ainda um universo gigantesco a ser explorado.
fonte: http://jumpexec.uol.com.br |
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Second Life: entretenimento virtual e negócios de verdade.
O jogo virtual conquista cada vez mais adeptos, gerando negócios interessantes - veja o que fazer para dinamizar os investimentos na nova mídia.
O Second Life vem sendo o grande assunto da mídia digital neste ano de 2007. Cada vez mais empresas compram seus espaços no "mundo virtual" do Second Life, que está no ar há quatro anos e que conta, no momento em que esta matéria está sendo escrita, com mais de 5 milhões de usuários em todo o mundo.
Muitas empresas têm comprado espaços no jogo com o intuito de conseguir destaque para suas marcas - afinal, o "buzz" é fortíssimo. Até mesmo quem nunca entrou no portal do Second Life já ouviu falar sobre o jogo. Revistas de comportamento já dedicaram muitas reportagens de capa sobre o tema e, claro, todo o aspecto de rede social intermediada com uma "conjuntura econômica" dinâmica traz um sabor de novidade que está seduzindo cada vez mais pessoas e empresas a entrarem no Second Life. Um forma bastante eficaz de aliar entretenimento "virtual" a negócios de verdade.
Empresas brasileiras entrando no jogo
Esta dinâmica está atraindo empresas brasileiras para o ambiente virtual - a mais nova grande empresa brasileira a aderir ao Second Life é a construtora Cyrela. JumpExec entrevistou o gerente de internet da empresa, Beto Ribeiro, um dos executivos responsáveis pelo projeto, para saber mais sobre os objetivos da empresa ao entrar neste novo mundo. O executivo destaca que "toda a equipe de marketing da Cyrela tem como principio antecipar e analisar as tendências de mídia e ações de marketing de uma forma geral. Quando percebemos que uma mídia não é um simples modismo e é realmente utilizada pelos seus usuários, buscamos trabalhar a marca Cyrela dentro desse novo contexto. E isso que fizemos com o Second Life, que tem uma presença forte junto aos seus usuários", destaca.
O executivo afirma que o objetivo da ação da construtora é para branding, e que a empresa procurou criar um elo entre o mundo "real" e o Second Life. "Nosso marketing online sempre se baseou na marca Cyrela como ponto de partida para qualquer campanha. Nossa marca é forte, traduz solidez, segurança. Isso não é diferente no Second Life. Hoje já existe um tapume virtual com o logo da Cyrela e o endereço do site. O nome do espaço também leva nossa marca – Clube Cyrela. Ou seja, tudo está amarrado com todo o caminho de campanha online que fazemos", diz.
O projeto da Cyrela no ambiente virtual prevê a participação ativa dos usuários no direcionamento das atividades da empresa dentro do Second Life. Segundo Beto Ribeiro, a empresa usará o Café Stand Cyrela para mostrar aos usuários do jogo o que planejam fazer por lá e também ouvir sugestões dos usuários para possíveis alterações no projeto.
Branding versus investimentos versus usuários
Os ganhos em termos de branding estão entre os maiores apelos do Second Life para as empresas - afinal, é fato que os usuários do Second Life estão, em sua grande maioria, na faixa da população com mais renda e mais predisposta a consumir - e também mais exigente. Os benefícios de se conseguir uma presença maciça de branding junto a este tipo de público são inúmeros, mas os cuidados também devem ser redobrados
A opção da Cyrela, em abrir um canal de comunicação com os usuários do Second Life para ouvir deles o que esperam da marca, é uma decisão acertada. É preciso lembrar, afinal, de que o Second Life é uma rede social altamente colaborativa e dinâmica - e, tal qual no mundo real, ser refratário ao que os usuários dizem pode ser fatal. Medidas como esta certamente darão mais "perenidade" ao investimento feito no Second Life.
No entanto, manter o seu espaço no Second Life vivo e pulsando é algo mais complexo do que parece ser - e alguns sinais de como não fazer as ações no ambiente já começam a aparecer lá fora. Matéria recente da revista BrandWeek relata que muitos anunciantes querem aparecer no ambiente virtual, mas ainda não sabem como fazê-lo. Além disso, uma pesquisa feita pela empresa alemã Komjuniti junto com usuários do jogo relata que 70 por cento deles se mostram desapontados com o tipo de publicidade que é feita no jogo. Segundo estes usuários, poucas empresas têm usado o espaço para ações que não tenham um viés "tradicional" - eles consideram que o potencial do Second Life ainda não foi explorado de forma satisfatória pela maioria dos anunciantes.
Pior ainda, há aquelas empresas que fazem os investimentos no jogo e acabam, sem explicação, entregando suas lojas virtuais às moscas - e este fato é considerado como algo negativo e frustrante para os usuários do jogo, que realmente esperam por experiências interativas. 42 por cento dos entrevistados pela Komjuniti não acreditam que as marcas que "abandonaram" o jogo voltarão ao Second Life - e isto é encarado de forma bem negativa, do ponto de vista da experiência com a marca.
Estes fatos apontam para algumas pequenas regras na hora de investir no Second Life:
Não apareça apenas por aparecer. Você está colocando sua empresa num "universo paralelo", onde ela irá atrair visitantes, clientes e toda uma dinâmica de negócios. Cuide desse espaço - ele custou dinheiro e o retorno acontecerá somente se você ficar "ativo" no jogo.
Conheça o público que frequenta o Second Life. Você está colocando sua marca num ambiente que é freqüentado por pessoas, em sua grande maioria, de bom poder aquisitivo e de senso crítico aguçado - portanto, desenvolva o seu projeto no ambiente virtual com muito cuidado: permita a participação do público, não se feche no que você considera certo. Dar voz a este público - mesmo que eles estejam representados pelos avatares - é importante.
Trabalhe junto com o "offline". Mantenha as características de sua marca no ambiente virtual. Construa espaços que tenham a ver com a imagem e os objetivos de negócio da sua empresa. Você pode ganhar "lindens" lá dentro, mas o que vale, é claro, é o impacto (e o retorno) destas ações aqui fora.
Avalie o "hype". Fazer parte do Second Life realmente trará algo de efetivo à sua marca, ou se trata apenas de um modismo? A resposta definitiva ainda está para surgir, mas enquanto isso é preciso avaliar se estes esforços são compatíveis com sua estratégia - e não apenas uma tentativa de copiar concorrentes. Este é um espaço seu, e você precisa cuidar muito bem dele, como aqui fora.
fonte: http://jumpexec.uol.com.br |
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O valor da hora
Em artigo, Paulo Loeb, diretor da agência Fbiz, discorre sobre uma das questões mais controversas nas agências de publicidade mundo afora: o custo do trabalho de uma agência no novo cenário de remuneração por resultado.
Quanto vale uma hora da sua vida? Não consigo pensar numa melhor resposta do que o muro do “depende”. Pode valer mais de cem reais num bom jantar. Pode valer mil reais se você se consultar com o melhor advogado do pedaço. Em alguns casos, não tem preço. O que determina esse valor? Fui até a Wikipedia – www.wikipedia.org - e encontrei uma resposta satisfatória em uma simples equação: valor = benefícios / preço, ou valor = benefícios recebidos / expectativas.
Portanto, antes de estabelecermos o valor de um serviço ou um bem, é mais do que necessário definirmos o que queremos alcançar, como mediremos nosso sucesso e o prazo para tudo isso ocorrer: nossas expectativas e benefícios a serem alcançados. Qualquer semelhança com o processo de um briefing bem feito não é mera coincidência. Muitas vezes, pressionados por carência de prazo e investimento, agências e clientes acabam criando ações pontuais capengas de definições que deveriam anteceder o processo criativo e produtivo. Ao final do projeto fica difícil (senão impossível) determinar o valor de tal ação. As metas foram alcançadas? O retorno sobre investimento foi positivo? O lançamento ocorreu no momento correto? Nada mais prudente do que um bom planejamento para anteceder as ações. Mas voltando à equação da Wiki...
Com essa equação em mente, segue uma segunda indagação: quanto vale a hora do trabalho de uma agência? Também “depende”, mas os critérios são menos cinzentos, uma vez que para esse atributo podemos adicionar a variável do custo da matéria-prima do nosso trabalho: cérebros. Nossa matéria-prima é constituída por pesquisa, criatividade, experiência acumulada sobre erros do passado que não devem ser repetidos, acertos que podem ser replicados, metodologia de programação... A lista segue.
Dependendo (lá vai o “depende” de novo) do escopo do projeto, as agências misturam diferentes matérias-primas (profissionais de perfis diversos) para chegar ao produto final. Um produto simples não requer matéria-prima diferenciada. Quando a idéia já está fechada pelo cliente, não há dúvidas em relação ao escopo e, conseqüentemente, o trabalho é mais direcionado às atividades de execução do que de criação e planejamento, o “valor cerebral” agregado é baixo. Felizmente, esse não é sempre o caso, permitindo-nos criar soluções digitais diferenciadas, inovadoras, fora da caixa. Idéias com alto valor. Quanto vale uma idéia que possibilita o estreitamento entre marca e consumidor, propicia aumento na participação de mercado ou que fomenta "um viral”? Ah, o viral...
Para criar “o viral”, o diferente, o que ainda não foi tentado, é necessário pensar, pensar, pensar. Misturar as mais nobres matérias-primas para pesquisar, criar, voltar, reler o briefing e fechar a idéia. Fechar a idéia para logo depois jogá-la no lixo (é incrível como depois de algum tempo aquela idéia genial perde seu brilho. O que acontece nesses quinze minutos?). O processo recomeça. O prazo é curto. A pressão aumenta. O prazo aumenta um pouquinho. Ufa! O filho nasceu. Tempo, energia, boas cabeças, criatividade... Tudo junto, misturado. A idéia aparece e, se for boa mesmo, temos um bom projeto em mãos.
O jantar de cem reais pode ser barato se o objetivo for comemorar em grande estilo uma data importante com um grupo de pessoas. Pode ser caro se o briefing for um lanche rápido. O advogado mais caro do mundo sai de graça se te livrar da maior enrascada da vida. Essa é a dinâmica: o valor da hora é proporcional ao resultado esperado. Nem barata, nem cara: “depende”.
fonte: http://jumpexec.uol.com.br |
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O que é Marketing Pessoal?
Fui entrevistado pelo Diário do Grande ABC para matéria sobre marketing pessoal. A íntegra da entrevista você encontra aqui.
Diário do Grande ABC - O que é marketing pessoal? Quais seus segredos?
Mario Persona - Marketing pessoal é um conjunto de ações que buscam entender o mercado em que atuamos, detectar necessidades e possibilidades e criar um posicionamento que estimule esse mercado a nos escolher como a melhor opção.
Em sua essência o marketing pessoal ou profissional não difere muito do marketing convencional. Antes de uma empresa lançar um produto, ela busca entender o seu mercado, e o profissional faz o mesmo. É como um começo de namoro, onde um procura descobrir os gostos do outro para se vestir, falar ou agir de um modo que atenda as expectativas do parceiro desejado.
Mas é importante entender que não estou falando apenas da imagem que se deve criar, mas de todo um conjunto. Não basta apresentar uma imagem -- é preciso ser a imagem que você apresenta. Por isso ninguém consegue implementar sua estratégia de marketing pessoal da noite para o dia, nem obtém resultados imediatos. É preciso plantar, regar, cultivar o que você vai ser quando crescer para o seu mercado.
DGABC - O que é networking? Como fazê-lo?
MP - Networking é a expressão em inglês usada para definir uma rede de relacionamentos. Pessoas que criam vínculos que permitam fazer o boca-a-boca, a divulgação imediata de daquilo que somos e fazemos. Não se trata de uma rede de amigos, mas muitos na rede podem ser amigos. Também não é uma rede de afins, embora muitos possam ter coisas em comum.
Um verdadeiro networking é uma via de mão dupla. Eu ajudo você e você me ajuda, ainda que eu não lhe peça isto como condição. A melhor maneira de se começar um networking é começando a descobrir necessidades e necessitados e tentar ajudá-los.
Acho que um bom networking depende muito mais de uma postura de "estou à sua disposição" do que de alguma técnica planejada. É algo tão simples como sempre foram as comunicações humanas que transmitiram -- pessoa a pessoa -- idéias ou conceitos que eram favoráveis a todos os que participavam de uma determinada rede de relacionamentos.
DGABC - Como eles podem ajudar nossa vida profissional?
MP - Não há dinheiro que consiga produzir com propaganda paga os efeitos de uma boa rede de relacionamentos. Pense em um boato e você terá uma idéia de como funciona um networking. As pessoas voluntariamente divulgam boatos, às vezes até acrescentando novas cores e paixões à história.
Agora imagine que você seja capaz de criar um "bom e fiel boato" de sua capacidade profissional, seus produtos ou serviços por meio de clientes satisfeitos, amigos atendidos ou fornecedores que dependem de você para também conseguirem expandir. Se a mensagem que você passar for convincente e prazerosa para quem a retransmite, você tem uma rede funcionando a todo vapor.
Isso fica mais claro se pensarmos numa indústria. A indústria moderna já sabe trabalhar dentro de um conceito de cadeia de suprimentos com uma interdependência muito grande entre os elos. Se a matéria prima for ruim, o produto final dificilmente será bom, em que pese os esforços dos outros elos. E se o responsável pelo acabamento não caprichar, a má fama irá também recair sobre o fornecedor da matéria prima.
Por isso, numa cadeia de suprimentos, todos precisam trabalhar bem e deve existir um padrão comum de qualidade acordado entre os participantes da cadeia produtiva. Por isso são desenvolvidos padrões aos quais todos se prontificam a adotar e quem não adota não participa.
O mesmo se dá quando o profissional entende que depende de outros e passa a selecionar cuidadosamente sua rede de relacionamentos ou a promover os outros membros dessa sua cadeia de relacionamentos por saber que um depende do outro -- se eu ajudar meu próximo a crescer, a melhorar, a vender mais, acabarei também usufruindo de seu sucesso.
É bom lembrar, porém, que a mesma rede que constrói em mutirão pode ser a rede de destrói na velocidade de uma explosão. Então a matemática acaba sendo diferente daquela do um mais um igual a dois, e passa a ser um mais um igual a onze. Para cada pessoa decepcionada com você, conte onze que ficarão sabendo disso.
DGABC - Quais fatores poderiam atrapalhar a imagem de um funcionário dentro da empresa.
MP - Muitos. Acho até que são mais as coisas que atrapalham do que as que ajudam, porque os aspectos negativos sempre aparecem primeiro e demoram mais para desaparecer. A primeira coisa que atrapalha é a postura do profissional. Um profissional deve ter flexibilidade para mudar sempre e criar uma imagem positiva de si mesmo. É importante que ele crie sua marca pessoal, uma sensação positiva que faça morada na mente das pessoas com as quais ele convive.
Uma maior visão crítica de si do que dos outros é importante também. Somos, por natureza, bastante críticos para com os outros, mas condescendentes para conosco. O contrário pode ajudar mais na carreira do profissional. Maior tolerância para com os outros e peneira mais fina para com meus atos, sem contudo me torturar com isso.
A maneira como abordamos as pessoas também é importante. Às vezes temos o tato de um hipopótamo em nossos contatos e depois nos surpreendemos quando somos rechaçados. Recebi um e-mail de um profissional perguntando o que poderia estar errado em seu marketing pessoal. Ele começa o e-mail assim, mas continua tecendo uma série de críticas a meu respeito, depois se lamenta por ser um perdedor no campo profissional que nem escritório tem, e termina pedindo que o ajude enviando meus livros de graça porque ele não tem dinheiro para comprar.
Minha resposta neste caso é que tudo está errado em seu marketing pessoal. Primeiro, se busco ajuda devo me colocar na condição de aprendiz, não de um crítico daquele a quem acabo de pedir para que me ensine. Mas isso ainda é pouco se comparado à sua atitude de perdedor, autopiedade e mendicância. Isso provavelmente já se tornou um hábito em sua vida e é óbvio que tal atitude serve de repelente para qualquer cliente. Ninguém vai querer contratar perdedores para buscar ajuda. Ser perdedor é mais um estado de espírito do que uma circunstância.
Bom humor é outra condição essencial a qualquer pessoa num ambiente de trabalho. Não falo do gozador ou piadista, mas da pessoa que aceita as dificuldades com mais facilidade. Outra coisa importante é que o profissional enxergue a empresa que o contrata como um cliente. Se ele trabalhar assim passará a ser mais agradável para com todos os que compõem esse "cliente", além de mudar sua postura quanto ao seu lugar na empresa. Deixará de se sentir empregado e passará a empregador de suas próprias competências.
DGABC - O que o motivou a escrever o livro sobre marketing pessoal?
MP - Em todos os meus livros sempre apresento conceitos de marketing pessoal, mas em "Marketing Tutti-Frutti" acho que isso fica mais forte, começando pelo primeiro capítulo em que trato da diferenciação profissional. Aquilo que para muitos poderia ser motivo de vergonha ou diferencial negativo, pode ser muito bem transformado em algo positivo se tratado com o devido cuidado. É o caso da história de meu chapéu de escoteiro, que você encontra logo no primeiro capítulo.
Acredito que o marketing pessoal seja uma das coisas mais importantes na vida de um profissional, pois quando ele é capaz de pensar sua carreira como quem planeja o ciclo de vida de um produto, verá o quanto precisa se aprimorar, não só uma vez, mas continuamente. Produtos são planejados, fabricados, testados, comercializados e muitas vezes recolhidos do mercado para correções, aperfeiçoamentos ou lançamento de novas versões mais sofisticadas. Assim deve ser todo profissional.
Um dos casos que conto em meu livro mostra como o marketing pessoal se confunde com o marketing de produtos ou serviços em alguns casos. John Deere, que criou o primeiro arado de aço no início do século dezenove, foi também o fundador da empresa de implementos agrícolas que até hoje leva o seu nome.
Seu lema devia ser o mesmo de todo profissional, desde o que presta serviços até o operário na linha de produção: "Jamais colocarei meu nome em um produto que não tenha em si o melhor do que existe em mim". Marketing pessoal é, em suma, colocar seu nome em tudo o que você faz. Para isso é preciso construir e viver o nome que você leva. Fonte: www.mariopersona.com.br |
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Prospectando - Revista Venda Mais (Mario Persona)
Josiane Benedet me entrevistou para a matéria sobre prospecção de clientes para ser publicada na Revista Venda Mais. O texto integral da entrevista você pode ler aqui.
Venda Mais - Na sua opinião, o que é prospectar?
Mario Persona - Prospectar é, de modo geral, iniciar uma conversação com alguém para descobrir a viabilidade dessa pessoa, ou de sua empresa, adquirir um produto ou serviço que tenho para oferecer. Prospecção é uma palavra utilizada também na busca de petróleo, ouro ou pedras preciosas, o que nos dá uma analogia bastante clara da importância da prospecção em vendas. Prospectar é sair em busca do ouro.
Venda Mais - Por que é importante prospectar?
Mario Persona - Tudo começa na prospecção, seja a nossa intenção encontrar petróleo ou aumentar nossa base de clientes e ampliar a atuação no mercado. Mas a semelhança com a prospecção do ouro ou petróleo pode terminar aqui, se pensarmos no valor de se prospectar também dentro de nossa carteira de clientes uma forma de participar em uma maior fatia de sua carteira ou capacidade de compra. Isso exige então uma adaptação de nosso produto ou serviço à necessidade do cliente, e não o contrário. Essa prospecção começa mais perguntando qual a sua necessidade do que oferecendo a minha solução.
É aí que a prospecção toma um caráter investigativo, algo do tipo "o que posso fazer por você?", e não mais o desgastado "quer comprar?".
Venda Mais - Qual é a melhor forma de prospectar?
Mario Persona - Dificilmente alguma venda de valor significativo acontece na primeira ligação ou visita, mas isso não significa que a prospecção esteja no caminho errado. Vivemos numa era em que os relacionamentos começam a ser mais valorizados do que a venda imediata. Começamos a deixar de lado a venda de persuasão e predatória praticada no passado.
Para quem já adota essa postura, mesmo que uma prospecção não traga inicialmente resultados visíveis, ela é capaz de medir possibilidades ou, no mínimo, servir para dar início a um relacionamento. Assim, a primeira ligação ou visita pode ser simplesmente para marcar uma segunda, que pode ser apenas para marcar uma terceira, e assim por diante.
É importante também levar em consideração que uma prospecção que pareça ser infrutífera do ponto de vista de uma venda única para um único cliente, pode ser tornar a porta de entrada para toda a rede de relacionamentos daquele prospectado, um filão que pode representar um ganho muito maior do que a pepita inicialmente esperada. É importante enxergar a prospecção como parte do ciclo de vendas, e não como um elemento isolado.
A prospecção ativa pode se dar por meio de contatos pessoais, como visitas, ou usando algum meio de comunicação, como telefone ou e-mail. Mas é importante pensar também na prospecção passiva, ou seja, a análise dos contatos hoje gerados por meio de um site na Internet. Saber quem é, de onde veio, por que razão esteve naquela página e para que página foi é analisar o terreno e suas possibilidades de encontrar algo de valor.
Venda Mais - O que um vendedor precisa para prospectar bem?
Mario Persona - Antigamente ele precisava saber apenas como encontrar meios de chamar a atenção de um possível comprador e disparar dardos de persuasão que levassem a uma venda. Esse tempo passou. As pessoas estão mais bem informadas e cansadas de scripts de prospecção e venda. É evidente que a capacidade de persuasão do profissional de vendas ajuda, mas essa é a camada mais inferior da venda.
Já evoluímos para além desse estágio, embora muitos cursos e treinamentos de vendas continuem batendo nessa técnica de ensinar truques e macetes de vendas que ajudem o vendedor a criar uma situação que impeça o possível cliente de pensar ou falar até que seja vencido pela exaustão e pela argumentação.
Estamos no estágio do relacionamento e, principalmente, na nova postura do vendedor como consultor do cliente, que procura descobrir suas necessidades e apresentar soluções. Só que este estágio também se encontra saturado e ninguém conseguirá se diferenciar se permanecer nele. É por isso que em meus treinamentos vou além.
Procuro mostrar, em meu treinamento de Comunicação, Marketing, Negociação e Venda, que um profissional de vendas hoje não vende mais. Ele planeja para o cliente. Não apenas o assessora para ajudá-lo a descobrir suas necessidades e acatar as soluções que oferece, mas vai mais além, passando a gerenciar as próprias expectativas do cliente, ampliando-as. Ele é um gestor do negócio do cliente, ajudando-o a enxergar além das meras necessidades atuais para as oportunidades futuras.
Numa época em que a prospecção e a própria venda caminham para a automatização em suas tarefas mais simples, o vendedor que não buscar conhecimento também em estratégia de negócio, comunicação e marketing, além do habitual currículo de negociação e venda, acabará desaparecendo do cenário.
Fonte: www.mariopersona.com.br |
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O segredo de um grande negócio
Entrevista concedida à Jornalista Izabel Cristina para o site Helpers sobre o tema "O segredo de um grande negócio":
Helpers: Para iniciarmos a nossa conversa, que tal falar um pouco sobre sua trajetória profissional? Como foi o início de sua carreira? Quais as dificuldades que enfrentou e como conseguiu contorná-las?
Mario Persona: Já fiz de tudo um pouco. Minha formação é em Arquitetura e Urbanismo, onde atuei por algum tempo. A conjunção mercado-oportunidade abriu outros caminhos, principalmente na área de negócios e vendas. Trabalhei por alguns anos em negociação de imóveis de agências para o Banco Itaú. Atuei também na Themag e no Metrô de São Paulo, na área de negociação e contratos com fornecedores e empreiteiras durante a construção da linha Paulista.
Dirigi por alguns anos uma editora, a Verdades Vivas, e durante três anos fui diretor de comunicação da Widesoft, empresa de sistemas supply chain management via Internet. De lá para cá dirijo meu próprio negócio de comunicação e marketing, atuando em consultoria, palestras e redação publicitária. Também leciono marketing nos cursos do ISCA Faculdades, em Limeira e no MBA de gestão de empresas de TI na Uninove, em São Paulo.
Foram muitas as dificuldades nesta sucessão de carreiras e atividades, todas vencidas de uma forma ou de outra. Hoje costumo olhar para as dificuldades como aquelas alavancas de mudança de trilhos que você encontra nas ferrovias. Quando acionadas, levam você por um novo caminho, uma nova viagem, com novas paisagens, desafios e emoções. Minha segurança e tranqüilidade é saber que Deus controla as alavancas da ferrovia por onde minha vida trafega.
Helpers: No primeiro capítulo do seu livro Receitas de Grandes Negócios, você cita que todo grande empreendedor - seja ele criador de um produto ou de um serviço - começou a partir de um hobby. Como isso se dá? Afinal, qual é a o ponto de partida para que uma atividade que começa, inicialmente sem grandes pretensões, possa crescer e virar um grande negócio?
Mario Persona: Sim, talvez não exatamente todos, mas uma boa parte deles, e é a parte mais interessante. Philip Kotler, na décima edição de seu livro Administração de Marketing, começa mencionando "Radical Marketing", escrito por Sam Hill e Glenn Rifkin, e as rotas alternativas e radicais tomadas por empresas que encontraram o sucesso. Em seguida compara o "marketing empreendedor", cheio de criatividade e surpresas, com os estágios que ele chama de "marketing profissionalizado" e "marketing burocrático", de empresas já sedimentadas. Philip Kotler sinaliza para alternativas ao marketing acadêmico e tradicional, que ele diz estar mais para "profissionalizado" e "burocrático" do que para "empreendedor".
Costumo frisar isto bem para meus alunos, ajudando-os a compreender que o exemplo de empresas gigantes não é exatamente a realidade de muitos deles. Não é o marketing ou a estratégia de negócios das cem maiores ou das empresas "feitas para durar" que me interessa, mas o caminho trilhado pelos criativos pioneiros, que desbravam os campos de negócios galopando alternativas.
O ponto de partida para um empreendimento deve ser a inovação. Estamos cercados de grandes empresas que não existiam há dez ou vinte anos e que começaram regadas pela saliva de opiniões de descrédito dos especialistas. Criadas por pessoas que não sabiam que seria impossível fazer o que acabaram fazendo de uma maneira ou de outra. Principalmente de outra.
Helpers: Você acredita que a Internet seja um grande aliado na valorização da comunicação escrita? Todo profissional deve ser um webwriter ou um bom cronista no dia-a-dia? (ou seja, desenvolver habilidades de comunicação que tornem seu discurso ou seu texto claro, objetivo, instigante e de interesse público?)
Mario Persona: Sim, a comunicação passou para as mãos do cidadão. Hoje tenho um poder de divulgação ou publicação que no passado só era possível a grandes redes de comunicação. Minhas crônicas semanais chegam a mais de um milhão e meio de pessoas, levadas por dezenas de sites, jornais e revistas que as publicam. Isto foi possível graças à rede de relacionamentos criada usando a Internet. Emprego uma boa dose de técnicas radicais e de guerrilha nas estratégias de marketing que desenvolvo.
Hoje, escrever é primordial. Diante da realidade de que o interesse pelo noticiário formal decresce, e aumenta o interesse por histórias humanas na mídia, o estilo crônicas tem um lugar cada vez mais importante. Pessoas estão interessadas em pessoas nessa rede mundial, que não é de computadores, mas de gente. Queremos mais saber o que alguém pensa sobre um fato, do que sobre o fato propriamente dito.
Meu livro "Receitas de Grandes Negócios" começa com uma crônica, "Receita para Manjar de Escrever", onde revelo alguns segredos para um texto ser persuasivo, principalmente a crônica. Com o surgimento dos blogs, sistemas que permitem a publicação automática e barata de textos na Web, vimos o nascimento de um veículo alternativo aos jornais tradicionais, talvez não tão politicamente corretos, mas muito mais humanos.
Helpers: Você desenvolve a questão do tratamento ao cliente em seu livro mas, afinal, o que aumenta a fidelização do cliente: a excelência na prestação de serviço, a qualidade do produto oferecido ou o preço mais atrativo que do concorrente? Como um empreendedor pode melhorar essa relação cliente/empresa?
Mario Persona: Hoje vivemos na era pós-tecnologia e pós-qualidade. Já não se fala em tecnologia ou qualidade como diferencial, pois estas são hoje condição para se estar no mercado, e não mais um diferencial. O que diferencia hoje é o serviço, a humanização, o atendimento. É a única forma de se escapar à competição por preço, que invariavelmente leva a um nivelamento, o inóspito fundo do oceano comercial onde qual apenas grandes empresas têm oxigênio suficiente para sobreviver. Considerando que os maiores geradores de emprego são as pequenas e médias empresas, é para estas que procuro dirigir as dicas que dou em meus livros, de como melhorar o relacionamento com o cliente.
Helpers: Em Banana Flambada, você compara pessoas que não desenvolveram o marketing pessoal a commodities. Em outras palavras, são profissionais que não souberam ressaltar suas habilidades e competências, e são contratados, literalmente, a preço de banana. É possível reverter essa situação? Como melhorar o marketing pessoal sem virar um marketeiro fajuto?
Mario Persona: Considerando que saímos de um mercado de produtos tangíveis, como diferencial, para serviços agregados ou não ao produto, deixamos de nos ocupar com objetos para nos ocupar com os geradores de serviço, as pessoas. Quanto mais desenvolvida for uma sociedade, mais a sua economia estará baseada em serviços. Se não me engano, esta relação é de 70-30 por cento entre serviços e produtos nos EUA. Oras, serviços são executados por pessoas, que precisam ter suas competências e qualidades promovidas do mesmo modo como fazemos com as qualidades de um carro ou do sabão em pó.
A dificuldade é que existe uma linha muito tênue entre o marketing pessoal genuíno e a presunção e vontade de aparecer. Não se consegue atender às expectativas que um cliente tem de um produto se este não tiver qualidade. O mesmo se aplica ao profissional. Seu discurso será vazio, e logo desmascarado, se a casca não incluir um recheio pessoal de verdade. Isto complica mais a questão, pois uma empresa pode simplesmente sucatear um produto e lançar um novo, mas o profissional não pode ser substituído. Aí entra a ética, como elemento essencial para quem quer acertar uma vez e sempre e não correr o risco de sucateamento.
Helpers: Por que todo grande empreendedor deve ter o foco de seu negócio voltado para o cliente ao invés de direcioná-lo para o produto?
Mario Persona: Eu iria mais além, e não pararia no já consagrado foco no cliente. Creio que o que precisamos é ter o foco do cliente, não olhar para ele, mas olhar para nós, nossos serviços, nossos produtos, com os olhos do cliente. Para isto é preciso entender o ser humano em boa medida. Se no passado as empresas se preocupavam em entender a fundo a tecnologia, os sistemas e processos, hoje aprenderam que é preciso conhecer bem o homem e seu comportamento. Esta é a máquina mais complexa. Se mantivermos o foco no produto, estaremos ocupado com o que é de menor complexidade e importância no processo.
Helpers: Você cita em Café Dona Lúcia que as pessoas não compram produtos ou serviços. O que compram são expectativas. Como essa ação acontece?
Mario Persona: Veja aquela moto estilo Harley que passa pelas ruas aos sábados ou domingos, pilotada por um quarentão. Quem ocupa o selim pode ser exatamente a mesma pessoa que de segunda a sexta trabalha de gravata em um banco. Só que agora ele veste e vive sua fantasia de rebelde, livre, durão. Pelo menos é isto o que ele incorpora em sua roupa de couro cheia de apliques com um lenço amarrado na testa. Num passe de mágica e com alguma ajuda de alguns adereços, o anônimo bancário se transforma. Será que ele comprou uma moto? Não, ele comprou um sonho e um estilo de vida. É isto o que as pessoas compram. A realização de seus desejos.
Helpers: Em Rodízio Japonês, você conta um pouco do sistema adotado por Toshiro e sua CRM (Caderneta de Registro Mensal). Esta atitude instintiva do personagem é a aplicação do tão discutido Customer Relationship Managemente. Na sua concepção, qual a importância do CRM?
Mario Persona: O CRM é algo tão velho e singelo quanto o Toshiro e sua mercearia. Existe uma pressão muito grande do mercado em tentar passar velhos conceitos com novas roupagens, principalmente tentando transformá-los em algum software milagroso. A tecnologia pode nos ajudar a fazer as coisas com mais rapidez e ordem, mas não muda em nada a qualidade do que é feito. Dou um exemplo. Um século de telefone não melhorou em nada a qualidade da conversa que corre por suas linhas. O CRM continua sendo gente entendendo gente, para atender como gente merece ser atendida.
Helpers: Sabemos que uma rede de contatos vale tanto quanto um bom currículo, qual é a sua dica para alguém que esta com problemas em administrar a sua rede de contatos? E como o você, Mario Persona, administrar a sua rede contatos?
Mario Persona: Rede de contatos não é uma coleção de cartões, em papel ou em um banco de dados digital. Relacionamentos são criados e mantidos por vínculos, não pela posse de um nome e número do telefone. Eu sou um péssimo administrador de contatos e sou propenso a me esquecer do nome das pessoas um minuto após ser apresentado a elas. Tenho péssima memória. Mas do que eu estava falando mesmo? Ah! sim, de administrar uma rede de relacionamentos. O melhor mesmo é deixar que os outros administrem. Surpresa? O segredo é ajudar as pessoas, para depois ser lembrado por elas. A gente sempre se lembra de alguém que nos ajudou, portanto ajude o máximo que puder e terá uma grande rede de relacionamentos com um igual número de pessoas administrando a rede para você.
Helpers: Qual foi o maior desafio encontrado na criação da comunidade virtual Widebiz? Como deve ser a postura de um moderador? O senhor tem alguma dica para alguém esta querendo criar uma comunidade?
Mario Persona: Todo ser humano é propenso a cuidar de seus próprios interesses, e daí surgem os conflitos, pois os interesses diferem. Desde 1978, quando me converti e a Bíblia passou a ser meu best-seller de cabeceira, continuo aprendendo que perder é ganhar. Meu cuidado ao moderar aquela comunidade era evitar ao máximo expor as pessoas ou humilhá-las. Procurava, eu próprio, me colocar um degrau abaixo quando precisava chamar a atenção de algum participante mais exaltado, e fazia isto sempre na forma de histórias e analogias. Humilhar-se não é desonra para ninguém, mas pode até ser uma boa estratégia. Distribuía carapuças e quem quisesse experimentá-las para ver se serviam. O confronto direto pode dar uma falsa impressão de vitória, mas a vitória que cria adversários não é vitória, é derrota.
Helpers: Agora invertendo as posições como deve ser a posição de um membro de uma comunidade que esta querendo tirar proveito do marketing de relacionamento?
Mario Persona: Bom humor e, no caso de o tempo esquentar, linguagem amena e indireta para evitar confrontos. Evitar ao máximo fazer publicidade convencional. Se tiver que expor alguma qualidade ou serviço, que faça isto agregando conhecimento à sua mensagem e procurando se colocar como auxílio para quem precisar. Como disse antes, relacionamentos devem ser criados dando algo, não entrando na roda apenas com o intuito de receber. O Mar Morto é morto porque só recebe água do Jordão e de outras fontes, mas não deságua em lugar nenhum, só evapora. Em outras palavras, o Mar Morto é morto porque só recebe, nunca dá.
Helpers: Por fim, você sugere no livro que os leitores escrevam um e-book, distribuiam na Web e façam o marketing de seu negócio. Quais são as vantagens e desvantagens de escrever um livro eletrônico?
Mario Persona: Um livro eletrônico tem custo zero de publicação, portanto é muito mais acessível a qualquer pessoa que escreve. Nem todo mundo pode escrever um livro, mas talvez muitos que escreveriam nunca tentaram. É importante evitar copiar ou traduzir textos encontrados na rede, pois "little brother is watching you". Quero dizer, hoje é muito fácil descobrir quem copiou de quem na rede, utilizando sites de busca.
Mas, voltando às vantagens do e-book, o fato de você dizer que escreveu um livro já acrescenta algo à sua imagem. No Brasil você dificilmente conseguiria viver apenas como escritor, mas se me perguntar qual de minhas atividades traz maior respeito e consideração, diria que é a de escritor. Tenho quatro livros, "Crônicas de uma Internet de Verão" publicada em 2001 pela Futura, do grupo Siciliano, "Receitas de Grandes Negócios", lançado agora em 2002, "Gestão de Mudanças em Tempos de Oportunidades", de 2003, e "Marketing Tutti-Frutti" de 2004. Estes livros têm sido de grande valor para minha carreira, nem tanto no aspecto econômico, mas como credenciais para atuar nesta que é chamada a era do conhecimento. Quando você deve mostrar que tem e sabe usar bem.
Fonte; www.mariopersona.com.br |
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Para o Yahoo!, a internet muda a cara da publicidade |
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Embaixador do Yahoo! diz que a web força os anunciantes a ouvir os consumidores.
O responsável no Yahoo! por apresentar possibilidades da internet às agências, Jerry Shereshewsky, afirma que os anúncios online são um mercado em ebulição e os concorrentes do Yahoo! apostam alto nele. Na semana passada, a Microsoft comprou a aQuantive, uma agência de publicidade pela internet, por US$ 6 bilhões. No mês anterior, o Google havia adquirido a DoubleClick, por US$ 3,1 bilhões. “Também estamos numa onda de compras”, comentou Shereshewsky. Em abril, a empresa ficou com a Right Media, por US$ 680 milhões.
O embaixador conta que, há 10 anos, era pouco ouvido pelas agências. Agora a situação mudou.
A principal mudança que a internet trouxe à publicidade é a possibilidade de conversar com as pessoas. “Nos últimos 100 anos, o mais importante tem sido o que o anunciante diz ao consumidor. Hoje, é entender o que os consumidores dizem ao anunciante.”, afirma Shereshewsky.
A internet tornou muito mais fácil medir os resultados da publicidade. Entre outros recursos, é possível calcular como o tempo que as pessoas deixam o cursor em cima de um anúncio, quantas vezes o anúncio é clicado e quantas visitas se transformam em vendas. Neste cenário, qual é o papel da promoção da marca? “Poucas pessoas compram carros pela internet, por exemplo, mas o meio eletrônico influência entre 75% e 80% das vendas de automóveis.”, disse o executivo.
Fonte: Estadão
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Dicas para facilitar sua campanha de e-mail marketing
Pela Internet |
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Preocupado com o alto índice de campanhas que são classificadas
como lixo eletrônico pelos softwares antispam, nosso amigo escolheu doze conselhos
práticos para evitar que seu trabalho seja perdido.
Por Alexandre Okubo
Antes de enviar uma
peça de e-mail marketing, certifique-se de observar alguns detalhes importantes.
A pressa pode ser
letal, porque o sucesso da ação depende, inicialmente, da recepção e visualização da mensagem
enviada por você.
Aqui estão algumas dicas que podem também funcionar como um “checklist” para
detectar problemas no modelo (template) a ser enviado para sua lista de clientes ou assinantes.
Algumas resumem as principais dificuldades encontradas durante a produção do template e outras
já são velhas conhecidas dos profissionais que trabalham com web.
- Otimize as imagens para web
Utilize sempre JPG ou GIF com 72dpi. Mais do que isso, é desnecessário e inútil.
- Recorte das
imagens e montagem do HTML
Quando uma determinada área do seu template tiver cor chapada, você pode optar por inserir essa
cor no código HTML, ao invés de inserir uma imagem com cor chapada.
- Utilize links mapeados
Adote a tag “map” para criar links nas imagens, porque isso diminui a possibilidade da
sua mensagem ser classificada como spam.- Sempre utilize target=”_blank” nos
links
- Não esqueça de trocar o caminho das imagens no HTML
Antes de enviar o template, certifique-se de que o caminho de todas as imagens está correto.
-
Visualize o material pronto sempre no Firefox e IE.
Para garantir que o layout de seu template seja visualizado perfeitamente, procure fazer testes
utilizando o Internet Explorer e o Firefox.
- Personalize sua mensagem
Personalize de modo a gerar uma pequena diferença no texto de cada mensagem. Isso também
diminui a possibilidade de classificação como spam.
Ex.: Utilize o nome do destinatário no assunto do e-mail ou no corpo da mensagem.
- Uso de
palavras bloqueadas
Se for imprescindível o uso de palavras que possam ser barradas pelos antispams, gere uma
imagem dessa palavra.
- Crie contas em e-mails gratuitos para testar os templates.
Para testar o layout e verificar se a sua mensagem será classificada como spam, crie contas de
e-mail gratuitas (Hotmail, Yahoo, Ig, Gmail etc.) e faça envios de teste. Assim você garante que sua
mensagem será visualizada corretamente pelos usuários e verifica se o template poderá ser
classificado como spam em vários provedores diferentes.
- Uso de Front Page
Se você utiliza o Front Page, retire meta name=”Generator” content=”Front
Page”/ ou qualquer referência ao nome Front Page do código, pois as ferramentas anti-spam
dão uma pontuação alta aos templates produzidos nesse software.
- Evite enviar um formulário
por e-mail
Utilize um link que envie o usuário para o seu site, onde ele preencherá todas as informações.
Fonte: [Webinsider]
Autor: Alexandre Okubo |
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| Código de Ética Anti-Spam |
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Considerações Gerais:
Este Código objetiva estabelecer regras éticas para as práticas de comunicação comercial via mensagens eletrônicas, em especial correio eletrônico, “sms” e “instant Messenger”.
Os padrões éticos e práticas estabelecidas neste Código devem ser respeitados por quantos estejam envolvidos nas atividades de publicidade, comunicação dirigida, listas de endereços de e-mail, provedor de acesso, provedor de e-mail, sejam empresas Anunciantes, Agências de Comunicação, Veículos, Fornecedores, Profissionais Liberais e outros.
Este Código foi concebido como instrumento auto-disciplinar e auto-regulamentar da atividade de comunicação comercial via mensagens eletrônicas, podendo ser utilizado como fonte subsidiária no contexto da legislação que direta ou indiretamente trate ou venha a tratar da matéria, ou das questões relacionadas de Internet, Telecomunicações, Privacidade e Segurança da Informação.
O objetivo deste Código é, ao estabelecer princípios de ética e normas padrão para a prática de comunicação comercial via mensagens eletrônicas, preservar o usuário alvo destas comunicações e estabelecer a confiança do mercado na utilização deste canal.
Este Código se baseia nas práticas do “Código de Ética” do Conselho Nacional de Auto Regulamentação Publicitária – CONAR, do “Código de Ética” da ABEMD – Associação de Brasileira de Marketing Direto, bem como de toda a legislação vigente no país e normas internacionais regulando a matéria.
Código de Ética Anti-SPAM
Artigo 1º. - O presente Código objetiva reger e orientar a comunicação institucional, comercial e publicitária enviada sob a forma de mensagens eletrônicas, sem prejuízo da concomitante aplicação, quando for o caso, da legislação vigente, especialmente em matéria de publicidade, privacidade e proteção ao consumidor.
Artigo 2º. - Para os efeitos desse Código se define a seguinte terminologia:
Mensagem Eletrônica – é qualquer mensagem, arquivo, dado ou outro tipo assemelhado de informação enviados por meio eletrônico ou similar, seja ele correio eletrônico, telefone celular, Internet ou mensagem instantânea, que se transmite a uma ou mais pessoas em ambiente de rede aberta ou fechada, fixa ou móvel.
Endereço de Correio Eletrônico – é a série de caracteres alfanuméricos utilizados para identificar e localizar remetente e destinatário(s) de uma Mensagem de Correio Eletrônico.
Remetente – é a pessoa, física ou jurídica, responsável pela emissão da Mensagem Eletrônica, mas não quem atue como intermediário em relação ao envio da mesma.
Destinatário – é a pessoa, física ou jurídica, a quem a Mensagem Eletrônica é enviada, excluindo-se aquele que atua como intermediário nesta relação.
Assunto – é o título do tema objeto da Mensagem Eletrônica, inserido em espaço próprio ou, na falta deste, na primeira linha de texto, e que obrigatoriamente tenha relação de nexo com o conteúdo.
Provedor - é uma empresa prestadora de serviços de acesso, informações ou conteúdo, atividades essas que caracterizam serviços de valor adicionado nos termos e para os fins da Norma 004/95 aprovada pela Portaria SSC/MC nº 148/95 e da Regulamentação expedida pela ANATEL.
“Opt-in” – é a permissão concedida pelo Destinatário, autorizando o envio de Mensagens Eletrônicas de um determinado Remetente.
“Opt-out” – é a opção do Destinatário de ser automática e definitivamente excluído de determinada lista de endereços eletrônicos ou banco de dados eletrônico a partir dos quais são enviadas Mensagens Eletrônicas ou Malas Diretas Digitais.
Mensagem Eletrônica Não Solicitada – é qualquer Mensagem Eletrônica que não tenha sido previamente solicitada pelo Destinatário e que obrigatoriamente deverá ser identificada com a sigla NS (Não Solicitado) no campo Assunto.
Mensagem Eletrônica Comercial – é qualquer Mensagem Eletrônica que objetive despertar o interesse dos destinatários por um produto, serviço, marca, empresa ou pessoa.
Mensagem Eletrônica Institucional – é qualquer Mensagem Eletrônica sem finalidade comercial direta e imediata, mas patrocinada por um produto, serviço, marca, empresa ou pessoa, que objetive prestar informações aos destinatários.
Mala Direta Digital – é qualquer Mensagem Eletrônica endereçada a um determinado conjunto de Destinatários.
Marketing Eletrônico - é a estratégia de comunicação por Mala Direta Digital, que observa os princípios éticos elencados neste Código.
“Newsletter” - é o informativo eletrônico específico de determinado Remetente, de periodicidade variável, encaminhada a Destinatários que tenham previamente se cadastrado junto ao referido Remetente ou quem o tenha contratado.
Artigo 3º. – “Spam” - é a designação para a atividade de envio de Mensagens Eletrônicas e Mala Direta Digital que não possam ser consideradas nem Marketing Eletrônico, nem Newsletter, e nas quais se verifique a simultânea ocorrência de pelo menos 2 (duas) das seguintes situações:
a) Inexistência de identificação ou falsa identificação do Remetente;
b) Ausência de prévia autorização (opt-in) do Destinatário;
c) Inexistência da opção “opt-out”;
d) Abordagem enganosa – tema do assunto da mensagem é distinto de seu conteúdo de modo a induzir o destinatário em erro de acionamento na mensagem;
e) Ausência da sigla NS no campo Assunto, quando a mensagem não houver sido previamente solicitada;
f) Impossibilidade de identificação de quem é de fato o Remetente;
g) Alteração do Remetente ou do Assunto em mensagens de conteúdo semelhante e enviadas ao mesmo Destinatário com intervalos inferiores a 10 (dez) dias.
Artigo 4º. – Considerar-se-á Mensagem Eletrônica Comercial, ou Institucional eticamente corretas as que contiverem cumulativamente os seguintes elementos:
a) Remetente Identificável;
b) Legenda Comercial, Institucional ou Publicitária no Assunto;
c) Assinatura com o nome legal e endereço eletrônico do Remetente;
d) Opções de “opt-in” e “opt-out” visíveis e em plenas condições de utilização eficaz;
e) Nome da Agência de Publicidade ou de Marketing Direto responsáveis pela remessa;
f) Nome da Marca ou do Anunciante responsável pela remessa;
Artigo 5º. – Também não será considerada SPAM a atividade de remessa de Mensagens Eletrônicas e Mala Direta Digital que nas quais se verifiquem, em cada caso, alguma das seguintes condições:
a) Haja a prévia e comprovada relação pessoal ou profissional entre o Remetente e o Destinatário;
b) Haja a prévia e comprovada autorização do Destinatário, inclusive pela opção “opt-in”, ao Remetente ou para empresas, por este contratadas, para remessa em seu nome e/ou por sua conta;
c) Seja remetida por qualquer Entidade legalmente constituída, exclusivamente aos respectivos membros e ou associados;
d) Seja remetida pelos Provedores de Acesso ou Conteúdo a seus usuários com a finalidade de transmissão de quaisquer avisos que digam respeito à prestação de serviços que constitui o objeto da relação comercial entre uns e outros;
Artigo 6º. – Ressalvados os casos previstos no item “d” do artigo anterior, o Destinatário tem o direito de recusar o recebimento de qualquer Mensagem Eletrônica Comercial, Institucional e Mala Direta Digital, bastando, para tanto, que solicite a qualquer tempo sua exclusão do banco de dados da lista de endereços eletrônicos diretamente à empresa Remetente ou a quem possa fazer valer esse seu Direito.
Artigo 7º. – O Destinatário que for vítima de SPAM poderá informar a empresa que lhe provê o serviço de envio e recebimento de Mensagens Eletrônicas, com cópia da respectiva Mensagem Eletrônica, podendo o referido prestador, se o desejar e por sua conta e risco, tomar as medidas que entender cabíveis visando impedir que o praticante do SPAM reincida nessa atividade anti-ética.
Artigo 8º. – Essas mesmas medidas poderá o Provedor de acesso, enquanto prestador do serviço de envio e recebimento de mensagens eletrônicas, tomar por sua livre iniciativa e independentemente de provocação de seus usuários, nos termos de política anti-spam que pratique e cujos critérios se recomenda sejam divulgados a seus usuários para que estes, se o desejarem, optem por não ter nenhuma Mensagem Eletrônica a ele dirigida filtrada e/ou barrada pelo mesmo Provedor.
Artigo 9º. – O praticante comprovado de SPAM e toda e qualquer pessoa física ou jurídica que, conscientemente, ajudarem na transmissão de Mensagens Eletrônicas caracterizadoras daquela prática, estarão sujeitos a ser incluídos na Lista de Práticas Não Recomendáveis do Comitê Anti-Spam, com as conseqüências correspondentes e que se encontram elencadas no site www.brasilantispam.com.br que estará permanentemente à disposição para consultas.
Artigo 10º. – Independentemente das medidas que os Provedores, ou as demais empresas responsáveis pelo gerenciamento do envio e recepção de Mensagens Eletrônicas, adotem, como previsto nos artigos oitavo e nono acima, deverão encaminhar cópia das eventuais denúncias que lhes sejam encaminhadas pelos respectivos usuários ao Comitê Anti-Spam, que tomará as providências que entender cabíveis contra os responsáveis pela prática de SPAM.
Artigo 11º. – Para a Coleta de Informações e Dados de Consumidores ou Usuários de meios eletrônicos, deve ser observado o seguinte:
a) As informações dos usuários para uso e envio de Mensagens Eletrônicas deverão ser coletadas para esse fim exclusivo através de formulários de cadastramento nos sites e/ou e-mails; participação em concursos ou promoções; formulários de “e-commerce” ou qualquer outra forma que exponha explicitamente a finalidade de captação das informações;
b) Constará obrigatoriamente do documento eletrônico acima referido a autorização do usuário para o posterior recebimento de Mensagens Eletrônicas e Mala Direta Digital, que jamais poderá ser presumida;
c) O usuário deverá ter livre acesso e a qualquer tempo ao seu cadastro no Banco de Dados, seja para retirar seus dados do mesmo, seja para editar seus dados, seja ainda para suspender ou cancelar a autorização antes dada para o recebimento de Mensagens Eletrônicas ou Mala Direta Digital;
d) É vedada a coleta de quaisquer dados que possam expor o usuário a situações de constrangimento de qualquer tipo;
e) A pessoa física ou jurídica responsável pela coleta de informações deve apresentar ao usuário sua “Política de Privacidade de Dados”;
f) A “Política de Privacidade de Dados” acima referida deve descrever claramente como serão utilizadas ou comercializa das as informações coletadas, assim como se serão utilizados “cookies” nos navegadores de acesso à Rede Internet.
Artigo 12º - Este Código entrará em vigor 30 dias após sua divulgação pública na mídia e em meios eletrônicos, sendo que o mesmo será mantido permanentemente disponível para consulta no endereço eletrônico www.brasilantispam.com.br.
fonte: BrasilAntiSPAM.org |
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| História da Publicidade |
Por Jurema Brasil
A história da publicidade e da propaganda, no Brasil, tem início ainda no século XIX quando o desenvolvimento econômico, baseado na agro-exportação, promove um crescimento urbano capaz de abrigar diferentes atividades profissionais e setores de negócios que necessitam comunicar sua existência ao mercado.
Os primeiros anúncios aparecem principalmente nos jornais e se referem à venda de imóveis, de escravos, datas de leilões, ofertas de serviços de artesãos e profissionais liberais. Embora os jornais recebam a maioria dos anúncios também podemos encontrar, no período, outros veículos como os cartazes, painéis pintados e folhetos avulsos.
Já em 1821 surge o primeiro jornal de anúncios, o Diário do Rio de Janeiro, este tipo de jornal surge para facilitar as transações comerciais e são os primeiros diários que sobrevivem de anunciantes e não de assinaturas de leitores. Os anúncios se caracterizam por textos longos e poucas ilustrações como em nossos atuais classificados.
No início do século XX, com a melhoria do parque gráfico e o aparecimento das revistas - chamadas de semanários ilustrados - os anúncios ganham ilustrações e cores e seus textos se tornam mais objetivos. O tipo de propaganda que se sobressai é a venda de remédios que aparecem principalmente em preto e branco e em tamanhos menores, são eles os responsáveis pelo sustento das revistas e jornais já que existem em grande número. A principal característica do anúncio neste período é o uso de políticos que aparecem em caricaturas e com diálogos bem humorados vendendo produtos alimentícios, marcas ou comentando sobre lojas. O presidente da República e seus ministros são os personagens preferidos dos desenhistas, mas isto não exclui o uso de figuras internacionais como nos anúncios do Pó de Arroz Rei Alberto.
As primeiras agências de publicidade começam a parecer a partir de 1914, em geral, iniciam como empresas de anúncios e evoluem para agências como foi o caso da Eclética que estava sediada em São Paulo, cidade que no período, da Primeira Guerra Mundial, ganha outras agências como a Pettinati, Edanée, a de Valentim Haris e a de Pedro Didier e Antônio Vaudagnoti.
Com o desenvolvimento industrial que se inicia no país, chegam as empresas americanas e com elas chegam também as agências de propaganda norte-americanas que imprimem uma nova estética para a publicidade e exigem a profissionalização das áreas envolvidas com a publicidade e propaganda, neste sentido, desenhistas, fotógrafos, áreas de criação e gráficas ganham um novo impulso técnico e profissional para atender as necessidades de agências a Ayer logo substituida pela J. Walter Thompson e o departamento de propaganda da GM que depois se torna a Gráfica Lanzara.
Na década de 20 tem início as primeiras grandes campanhas de empresas multinacionais que se instalam no país. A Bayer é a pioneira em campanhas para promover seus produtos, principalmente a Cafiaspirina, Aspirina e Alka-Seltzer.
Mesmo com a crise de 29, a publicidade se desenvolve a passos largos, aparecem os painéis de estradas, o out-door, os anúncios em revistas e jornais tornam-se mais sofisticados, slides coloridos em lâminas de vidro são exibidos nos cinemas e programas e jingles para as rádios são criados dentro das agências.
As pesquisas de mercado para conhecer o consumidor e seus hábitos tornam-se cada vez mais importantes e são exigências de empresas como a Perfumaria Gessy e dos laboratórios farmacêuticos.
O rádio cresce rapidamente a partir de 1931, quando o governo federal passa a conceder para a iniciativa privada a exploração do sinal de rádio, as agências passam não só a confeccionar jingles e publicidades para as rádios como também produzem os programas que são patrocinados por grandes empresas, como o Repórter Esso. Neste período, cerca de 60% do capital destinado à publicidade, pelas empresas, é aplicado no rádio na forma de publicidade e/ou de patrocínio de programas. Os principais anunciantes são lojas de departamentos, restaurantes, lanchonetes, xaropes, remédios e produtos alimentícios.
Com a Segunda Guerra Mundial, acontece um decréscimo no movimento de anúncios criando uma crise no setor da publicidade que passa a se recuperar somente a partir de 1945. O rádio ainda é principal veículo de propaganda e as radionovelas, programas de auditório, humorísticos e radiojornais são os programas que mais recebem patrocínio de grandes empresas.
A consolidação da sociedade de consumo acontece a partir do pós-guerra e durante toda a década de 50, multiplicando produtos como veículos, eletrodomésticos, refrigerantes, confecção e fazendo surgir os crediários que facilitam as compras, promovem o crescimento da produção e do consumo. O mercado publicitário cresce e os profissionais da área a sentem a necessidade de se organizarem e para tanto surge a Associação Brasileira de Propaganda (ABA), o Conselho Nacional de Imprensa (CNI) em 1949, e posteriormente a Associação Brasileira de Agência de Propaganda (ABAP).
A Televisão irá trazer um novo impulso para a já sofisticada publicidade brasileira, criando mais um veículo para a divulgação de produtos e de campanhas. A partir de 1950 com a TV Tupi, inaugura-se uma nova era eletrônica e são, mais uma vez, as agência de publicidade como a McCann Erikson e a J. W. Thompson que irão trazer o “know-how”, criando, redigindo e produzindo programas e comerciais de televisão ao vivo. As “garotas propagandas” ganham fama e prestígio e as mais importantes foram Idalina de Oliveira, Meire Nogueira, Wilma Chandler, Odete Lara, Maria Rosa e Neide Alexandre.
Os anúncios são principalmente de eletrodomésticos, produtos para as donas-de-casa, alimentos e automóveis. Neste momento um bom profissional de criação chegava a trabalhar para diversas agências ao mesmo tempo, e uma mesma agência podia fazer a campanha política de diversos candidatos. O crescimento econômico e industrial do país refletia-se no crescimento das agências e do mercado de publicidade e propaganda.
São Paulo é o principal centro de produção de publicidade e propaganda, e muitos profissionais do Rio de Janeiro - capital do país no período - migram para as agências paulistanas com a finalidade de atenderem os setores em crescimento, principalmente o automobilístico que promove fortes campanhas e concorrências (Jeep, Volkswagen, Ford, GM, Chevrolet). Um reflexo do crescimento do setor publicitário é o surgimento da Revista Propaganda que tratava de assuntos do setor e tinha seus artigos assinados por grandes nomes da propaganda brasileira.
A indústria cultural se consolida no país e a mídia cresce e se aperfeiçoa rapidamente. A programação e os anúncios ao vivo da televisão serão substituídos rapidamente com a chegada do VT (Vídeo Tape) permitindo que as agências criassem e produzissem uma publicidade muito mais sofisticada. E, do ponto de vista de criação e originalidade, podemos dizer que as década de 70 e 80 representam a fase áurea da publidade brasileira. Nas agências aparece pela primeira vez, as duplas de criação trazidas do exterior por Alex Periscinotto, as premiações em festivais internacionais se iniciam em 1972 com o primeiro Leão de Ouro em Cannes com a peça “Homens com mais de 40 anos” de Washington Olivetto (DPZ). As agências brasileiras se multiplicam e profissionais como Duailibi, Petit, Zaragoza, Washington Olivetto, Alex Periscinotto, Geraldo Alonso, Marcello Serpa, Nizan Guanaes e Márcio Moreira entre outros, ganham renome internacional. A publicidade brasileira passa a ser considerada uma das melhores do mundo sendo o seu maior reflexo o número de premiações que as agências brasileiras alcançam nos festivais internacionais.
Aparados pela lei 4.680 de 1965, que determina uma remuneração para as agência de 20% das verbas investidas pelos anunciantes na mídia, o setor de negócios da publicidade e propaganda se consolida e torna-se cada vez mais sofisticado em termos de criação e uso de tecnologias. Durante todo o período da Ditadura militar (1964-1984) o setor cresceu sem grandes crises ou conflitos. No final do período, a crise econômica e os movimentos políticos irão se refletir no setor, levando-o a “apenas sobreviver nos dez anos seguintes” como nos informa Pyr Marcondes.
O final do século XX marca uma nova configuração econômica no mundo, a globalização, irá obrigar o mercado a posicionar-se de forma diferenciada e este fato exige das agências uma reestruturação em termos de ganhos e de atendimento a seus clientes. Redução de quadros, de ganhos e maior maturidade do setor são as principais mudanças ocorridas. Este fato, permite um salto na criatividade publicitária nacional alçando o país à condição de terceira potência mundial em criação publicitária na década de 90.
A propaganda hoje é responsável pelo sustento de boa parte da mídia e é inseparável do setor de negócios e de produção, sua maturidade e capacidade de adequar-se às novas realidades que se constituem através de todo o século XX é que a transforma em um dos bons setores de negócios do país. O exigente público brasileiro - acostumado com a alta qualidade e profissionalismo que se imprimiu às peças publicitárias veiculadas na mídia - é também responsável pela exigência de profissionais cada vez mais qualificados e preparados para atuarem neste setor.
Fonte: www.facasper.com.br/pp/site/historia/index.php |
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| Ferramentas de Gestão de projeto |
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| As Ferramentas de projeto são métodos sistemáticos para o desenvolvimento de novos produtos. São apresentadas algumas ferramentas de modo resumido, mostrando seus objetivos, e a maneira de aplica-la.
Importante observar que estas são apenas algumas de várias outras existentes para o desenvolvimento de produto, não se configurando como sendo as melhores. Todas elas são Ferramentas difundidas entre designers e empresas, atestando sua qualidade de aplicação. |
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Gráfico de Desenvolvimento de Produto

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O que é Análise SWOT
O termo SWOT vem do inglês e representa as iniciais das palavras:
• S trengths – forças
• W eaknesses – fraquezas
• O pportunities – oportunidades
• T hreats – ameaças
A Análise SWOT é uma ferramenta de gestão, muito utilizada como parte do planejamento estratégico de uma empresa. É uma forma simples e sistemática de verificar a posição estratégica do empreendimento.
As forças e fraquezas são determinadas pela posição atual da empresa e se relacionam, quase sempre, a fatores internos. Já as oportunidades e ameaças são antecipações do futuro e estão relacionadas a fatores externos.
O ambiente interno pode ser controlado pelos dirigentes da empresa, uma vez que ele é resultado das estratégias de atuação definidas pelos próprios membros da organização. Desta forma, durante a análise, quando for percebido um ponto forte, ele deve ser ressaltado ao máximo; e quando for percebido um ponto fraco, a organização deve agir para controlá-lo ou, pelo menos, minimizar seu efeito.
Já o ambiente externo está totalmente fora do controle da organização. Mas, apesar de não poder controlá-lo, a empresa deve conhecê-lo e monitorá-lo com freqüência, de forma a aproveitar as oportunidades e evitar as ameaças.
O que é Brainstorming
O termo Brainstorming significa “tempestade de idéias”. Este é o objetivo principal desta ferramenta: a geração de uma grande quantidade de idéias. Quanto mais idéias, melhores os resultados.
Para que isso ocorra, o ideal é que o Brainstorming reuna uma grande e diversa equipe. Nesse ambiente, as idéias lançadas por uma pessoa acabam por inspirar outras pessoas e, assim, as idéias vão fluindo, a velocidades cada vez maiores.
Briefing
O desenvolvimento de um novo produto deve partir de uma intenção, que deve estar delimitado por uma grande variedade de quesitos que procuram orientar o foco do desenvolvimento. Procura-se especificar qual o produto a ser desenvolvido, qual o seu conceito e para quem se destina.
O briefing inicial é um conjunto de idéias, como uma pauta de intenções que possibilitará a equipe de trabalho compreender e mensurar o projeto. Fundamental para elaboração de orçamento com o designer e para uma análise prévia de viabilidade.
O sucesso do produto é diretamente relacionado a um briefing bem construído, de maneira clara e objetiva.
Não existem regras fixas para escrever um briefing mas, de um modo geral, deve conter os seguintes pontos:
Apresentação da empresa: Este ítem deve constar apenas do briefing preliminar e apresenta a empresa para o possível parceiro.
Antecedentes: Quem teve a vontade original, quem participou em seguida, historie em poucas frases. Como este projeto se insere na política comercial da empresa?
Oportunidade identificada: Qual a oportunidade que se quer aproveitar. O que está "faltando" no mercado e o que se quer oferecer. Como o produto deverá ser, qual seu argumento de venda e a que preço será vendido?
O que é um Cronograma
Diversas definições procuram explicar o que é um projeto. Uma das maneiras mais simples, é entender o projeto como aquilo que não é rotina. Ou seja, muitas das atividades conduzidas no dia-a-dia das empresas são procedimentos ou rotinas repetitivas. As demais atividades – atividades extraordinárias – podem ser consideradas projetos.
De acordo com a norma ISSO 10.006, que trata das Diretrizes para a Qualidade no Gerenciamento de Projetos:
“Projeto é um processo único, consistente com um conjunto coordenado e controlado de atividades com data de início e término, conduzidas para atingir um objetivo com requisitos especificados, incluindo restrições de tempo, custo e recursos.”
O gerenciamento dos diversos processos e fases de um projeto será feito através do Cronograma. Nele, são expressos fatores como a articulação entre as pessoas, a demanda de investimentos, os prazos, as etapas de avaliação, entre outros.
O que é Especificação do Projeto
A especificação do projeto é o padrão referencial das suas principais características, que permite a comparação de todas as alternativas geradas durante o desenvolvimento do novo produto. Assim, os conceitos, as configurações e os protótipos podem ser avaliados em relação a esse padrão, para se selecionar as melhores alternativas.
As características que compõem a especificação do projeto são as características desejáveis do produto, ou seja, atributos que o diferenciam dos seus concorrentes no mercado. Enquanto as exigências têm características básicas, que fazem funcionar o produto, os desejos podem ser considerados como características secundárias, que adicionam valor ao mesmo. Por isso, é muito importante ter o conceito do novo produto muito bem definido, antes de começar o seu desenvolvimento.
O que é Análise da Concorrência
A Análise da Concorrência serve para comparar os produtos em desenvolvimento com produtos já existentes no mercado, baseando-se em determinadas variáveis, chamadas de parâmetros comparativos.
O parâmetro é algo que pode ser medido e, geralmente, refere-se a medidas dimensionadas (metros, quilogramas, etc.). Contudo, na maioria das vezes, a análise paramétrica de um problema ou produto abrange aspectos quantitativos, qualitativos e de classificação.
Os parâmetros quantitativos podem ser expressos numericamente. Por exemplo: Qual é o tamanho, peso, potência, velocidade, preço de um produto? Qual a medida quantificável de sua eficiência? Qual a sua durabilidade?
Os parâmetros qualitativos servem para comparar ou ordenar os produtos, mas não apresentam uma medida absoluta. Por exemplo: Qual a tesoura mais confortável? Qual corta melhor? Qual é a calculadora mais fácil de usar? Qual a cadeira que provoca menos dores lombares?
Os parâmetros de classificação indicam certas características do produto ou referem-se à presença ou ausência destas. Por exemplo: O descascador de batata tem a lâmina fixa ou móvel? O cortador de grama é movido a eletricidade ou gasolina? O aparelho de TV tem controle remoto? O carro tem ar-condicionado?
O que é Protótipo
Protótipo é uma representação visual do produto que está sendo desenvolvido. É construído geralmente com os mesmos materiais do produto final e já traz os mecanismos necessários para o fazer funcionar.
fonte: Rede Design Brasil |
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| Fazer design para pessoas e não apenas consumidores |
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Desde pequeno eu já tinha uma pré-disposição para trabalhar com marketing. Na época, o meu target (palavra que eu vim a saber o que era muito tempo depois), eram as meninas do colégio e das matinês. Então o que eu fazia para me aproximar e conseguir conquistá-las? Não podia ser outra coisa, senão pesquisar o que elas pensavam e gostavam. Dessa forma, eu sempre procurava ler todo tipo de revista feminina que estivesse ao meu alcance: Claudia, Nova, Marie Claire, Capricho e Playboy (sendo muito utilizado o focus group nesse último caso).
Mas essas pesquisas não paravam por aí. Marketeiro que é marketeiro não pode ficar sem fazer a pesquisa de campo. Afinal, existem muitas informações importantes que não aparecem nesses relatórios. Foi aí que comecei a abordagem do público-alvo, podendo também ser chamada de xaveco. No meu caso, a informação mais valiosa que tive foi descobrir que ao contrário do que estava escrito nas revistas, as mulheres não se encaixam em estereótipos ou padrões de comportamento. Elas são muito mais imprevisíveis, complexas e paradoxais do que simplesmente me mostravam os anúncios, matérias sobre cirurgia plástica ou guia prático de sexo tântrico.
Então você me pergunta: tá bom, já vi que você nunca foi o menino mais bonito da classe e teve que criar um diferencial competitivo, mas o que isso tem a ver com design? Tudo!! Porque com essa percepção hoje em dia adoro aprender mais sobre as pessoas, não apenas como consumidores, mas sim como pessoas únicas e especiais que todos nós somos. O que me fascina na área de design é justamente interpretar esses desejos, aspirações e motivações individuais, traduzindo da melhor forma possível em conceitos gráficos e peças de comunicação.
No caso das embalagens, existe uma série de atributos que devem ser transmitidos, garantindo o sucesso ou não da solução de design escolhida. Há muito tempo que elas deixaram de ser apenas uma forma de acondicionamento e transporte de produtos, ganhando um caráter icônico e simbólico. Por isso o estudo criterioso de imagens, cores e grafismos que fazem parte da embalagem é extremamente importante. Mas muito mais do que isso, a conceituação que dá suporte para a parte estética é que faz a grande diferença entre um grande projeto de design. É isso que vai criar vínculos emocionais e gerar identificação das pessoas com as embalagens e conseqüentemente o produto.
Caso precise de um designer, a melhor coisa que se pode fazer é desafiá-lo o máximo possível. Não perca tanto tempo discutindo a posição ou o tamanho do logo, a cor que não está agradando ou a fonte difícil de ler. Procure antes de tudo, questionar qual o conhecimento que ele tem sobre o público que se quer atingir? Que valores ele quer passar? Qual a linha de raciocínio para atingir o objetivo de ter uma comunicação efetiva com o público?
Garanto que o trabalho será muito mais gratificante para todas as partes. E no mínimo, evita a situação de um amigo meu que sempre levava fora das meninas. Ele andava todo arrumado, perfumado, com gel no cabelo e etc…Mas mesmo assim não conseguia se dar bem. A explicação é simples. Apesar de sempre ir conversar com as meninas que ficavam olhando e pareciam mostrar algum interesse, existia um detalhe fundamental. Como era míope e não usava óculos, muitas vezes as meninas não estavam realmente olhando para ele.
autor: Alexandre Mori
fonte: voxnews |
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| A propaganda adora um clichê |
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Você já reparou que nos comerciais todo garotinho se chama Paulinho? Notou também que todo cachorro se chama Rex? Já reparou que todo pai de família sempre sai para trabalhar de gravata? Isso sem contar aqueles repetitivos comerciais de analgésicos em a pessoa espirra e logo ouve: “É gripe? Benegripe”, ou “Atchim, Resprin”, ou “Pra ficar legal, o melhor é Melhoral” e assim por diante! Parece que se não tiver um espirro acompanhado de um bordão, não é um comercial de analgésico.
Pois é! Apesar de dividir as opiniões de muitos criativos, não podemos negar que os clichês já fazem parte da propaganda.
Na Univesidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, tive um professor de criação publicitária - Ademir Galvão, mestre em comunicação pela UMESP - que em certa ocasião levantou a questão do clichê da mulher na propaganda. Segundo ele, as mulheres nos comerciais, em boa parte dos casos, são rotuladas de duas formas: ou mulher-margarina - aquela mãe prendada que adora ver a casa limpinha (uma verdadeira Amélia) ou a mulher-objeto - a ‘boazuda’ que esbanja sensualidade e sempre tem um produto para o público masculino. Concordo que existam esses comerciais, mas pergunto: algum problema?
É bom lembrar que essa ‘ferramenta’ da comunicação não é uma exclusividade da publicidade. Quer um exemplo? O cinema. Na ‘telona’, a criança sempre sabe mais que o adulto, o atleta em um estádio, sempre consegue enxergar sua namorada no meio de uma multidão, e sempre há um táxi passando pela rua quando o mocinho mais precisa (aquele mesmo táxi que o mocinho nunca paga, e quando paga, nunca pega o troco).
É claro que, antes de jogarmos todas as pedras nos clichês, devemos lembrar que existem casos e casos. Em muitas vezes, os clichês são utilizados na propaganda de forma suave, sem exageros e com a única e exclusiva intenção de facilitar a assimilação do consumidor, ou sejam, ícones que dispensam maiores explicações em um roteiro.
Por outro lado (e sem chances de defesa), existem aqueles motes considerados verdadeiros clássicos, e que o consumidor está de ’saco cheio’ de tanto ouvir: “A loja ‘tal’ faz aniversário mas quem ganha o presente é você” ou “O gerente da loja ‘tal’ ficou louco!”.
E é passando por discórdias e concórdias, utilizado ou evitado, discreto ou explícito, não podemos negar: o clichê faz parte da propaganda!
matéria de: Mário Sérgio Ferreira |
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| Boas empresas satisfazem necessidades, ótimas empresas criam mercado. |
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O título deste artigo foi retirado de uma entrevista de Philip Kotler durante o Fórum Mundial de Marketing e Vendas, realizado em São Paulo.
Achei a frase interessante para enfocar o tema deste novo artigo sobre comunicação empresarial. Hoje em dia não basta a empresa ou profissional liberal satisfazer as necessidades de seus clientes. O diferencial entre as empresas está cada vez menor. Preço, produto, ponto e propaganda já viraram lugar comum. Os produtos estão cada vez mais similares. O ponto não é mais referência para o sucesso de um negócio. A livraria virtual Amazon.com é uma das maiores do mundo, o seu “ponto” é um galpão com pilhas e pilhas de livros quepessoas dos cinco (ou para os americanos sete) continentes encomendam pela internet. O Preço também tende a ser semelhante e baixar os custo nem sempre é a melhor alternativa para vencer a concorrência, pois puxa o mercado para baixo. Propaganda hoje em dia chama-se Comunicação Integrada, onde une-se diversas ações de marketing, jornalismo empresarial, publicidade e relações-públicas para atingir o objetivo.
Em suma, quem continuar a pensar e a fazer as mesmas coisas, continuará a ter os mesmo resultados. Estará com o pé no futuro quem souber CRIAR NOVOS MERCADOS usando a comunicação, a criatividade e o foco no cliente. Um grande exemplo desta tendência é o caso do ex-favelado carioca, David Mendonça Portes. Na década de 90, ele estava com a mulher grávida de oito meses doente, o médico havia receitado um remédio e ele não tinha um mísero centavo no bolso para comprar. Conseguiu R$12,00 emprestados. A quantia era suficiente para comprar o medicamento. Passou em frente a uma loja de doces. Com o dinheiro que possuía poderia comprar uma caixa inteira. Olhou o dinheiro, examinou a receita, lembrou da mulher doente e não teve dúvidas: comprou a caixa com os quitutes!!!!
Saiu novamente pela rua e após algumas horas ele havia duplicado o capital. Foi à farmácia comprou o remédio da mulher e voltou à confeitaria onde comprou mais doces e saiu vendendo. Desde então não parou mais. Hoje David fatura em torno de R$600,00 a R$700,00 por dia (dados copilados da Revista Época) e cobra em torno de R$5 mil para dar palestras voltadas a empresários e estudantes de comunicação pelo Brasil à fora. Estima-se que fature em torno de R$100 mil só com essa atividade. Mas como David, morando na Rocinha, apenas com a 7a série, sem dinheiro sequer para comprar um medicamento para a esposa grávida chegou até onde está?
É aí que está o “pulo do gato”. O sucesso do camelô com a clientela baseia-se em dar atenção, ser transparente e oferecer vantagens. Ele faz de tudo para agradar ao freguês: sorteios, brincadeiras, dá descontos e brindes. Também pensa grande. Sua primeira “ação de marketing” foi o sorteio de uma bicicleta ergométrica. David bolou sozinho o seguinte slogam: “A banca do David engorda, mas depois emagrece. Compre doces e concorra a uma bicicleta ergométrica”. O sorteio, muito bem organizado, contava com distribuição de cupons, urna, auditoria e tudo mais. O inusitado da situação chamou a atenção da imprensa carioca e o camelô foi parar nas páginas dos principais jornais nacionais.
Desde então, ele vem criando promoções divertidas e investindo no marketing de relacionamento. Se está chovendo e alguém estaciona o carro nas ruas próximas à banca, David corre até a pessoa com um guarda-chuva para acompanhá-la até o prédio. Um transeunte passa em frente ao seu negócio? David oferece balas como cortesia. Está no trabalho e não pode ir até o camelô? A banca faz telentrega para os prédios da vizinhança.
Outro ponto de destaque na sua trajetória é a habilidade de trabalhar o “público interno”, ou seja, seus três funcionários. Avesso a retrograda idéia de que é “o olho do dono que engorda o boi”, ele pratica o chamado “marketing de incentivo” no qual dobra a diária dos funcionários quando se ausenta para palestrar. Satisfação do público interno e externo. Lição básica de qualquer cursinho fubeca de comunicação, mas que o camelô sabe como fazer.
Coisas simples, mas que a média do empresariado não consegue enxergar. Se você é um profissional de comunicação/marketing e propõem para determinadas empresas que façam uma promoção, que ofereçam alguma vantagem ao seu público-alvo ou formadores de opinião, logo o “chefe” puxa a calculadora para ver quanto sairá perdendo. Não vê este tipo de ação como um investimento na captação de possíveis clientes ou mesmo na melhoria da sua imagem para atrair o consumidor.
Vejo muitos apostando no tal do benchmarking, onde não são capazes de dar um espirro antes de saber o volume do espirro do concorrente. Não vêem que desta forma estarão sempre um passo atrás. O que diferencia David é a originalidade, ele não foi ver o que os outros faziam para copiar, ele CRIOU O MERCADO.
A “receita do bolo” é simples. Os ingredientes são: criatividade, poder de comunicação e foco no cliente. O difícil é colocar isso em prática. E é aí que David, mais uma vez, se dá bem. São mais de 15 palestras por mês para ensinar aos empresários, economistas e executivos pós-graduados em cursos de MBA (Master in Business Administration) como ser um camelô de sucesso.
Algumas das informações deste artigo foram obtidas no site do David www.bancadodavid.com
autora: Miriam Nunes
fonte: Estrategista |
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| The Long Tail: o impacto nas relações comerciais |
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Famoso artigo The Long Tail dá origem a livro “A Cauda Longa”, que trata das mudanças que a internet produz também nas relações comerciais, especialmente no comércio varejista.
A Cauda Longa (The Long Tail) é um termo cunhado pelo jornalista Chris Anderson, que em artigo publicado em 2004 na revista Wired (da qual é editor) apresentou suas idéias sobre o futuro do comércio na era da internet.
O artigo acabou dando origem ao livro A Cauda Longa: do Mercado de Massa para o Mercado de Nicho, lançado no Brasil. No livro Anderson trata de um fenômeno que, apesar de bastante discutido no meio econômico, ainda possui ares de novidade para as demais áreas.
O que é exatamente esse fenômeno tão intimamente ligado à internet? Para compreendê-lo, inicialmente vamos fazer uma breve análise sobre o modelo tradicional do negócio varejista.
Princípio de Pareto
Desde a Revolução Industrial, o comércio voltado às massas baseia o seu negócio no Princípio de Pareto. Segundo esse princípio, 80% de tudo o que verificamos em nosso cotidiano é causado por apenas 20% do universo de causas possíveis. Esse princípio é de fundamental importância. Afinal, no momento em que identificamos quais são esses 20%, nós podemos focar nossas energias nas causas responsáveis pela maioria absoluta do fator que desejamos controlar. Daí porque ele é tão amplamente aplicado em áreas que vão desde o desenvolvimento de projetos até marketing e vendas.
No varejo especificamente, sua influência é notada tanto na inclinação que os lojistas apresentam de focarem sua atenção no universo de 20% dos clientes responsáveis por 80% das suas vendas, quanto na tendência a priorizarem a venda dos 20% dos itens responsáveis por esse mesmo faturamento. Mas quais são os motivos que justificam essa decisão (ou deveria dizer, essa exclusão) estratégica?
Bem, cá entre nós, desde que o mundo é mundo empresário nenhum jamais perdeu uma oportunidade de ganhar dinheiro. Se historicamente os varejistas solenemente ignoraram (ou ao menos vinham ignorando) uma parcela mais do que considerável dos produtos comercializáveis, isso se deve mero ao fato desses negócios não serem lucrativos.
O conjunto de consumidores interessados por esses itens era tão restrito que eles não geravam um volume de vendas que justificasse a sua oferta. É que a rotatividade desses produtos era insignificante a ponto de não permitir sequer cobrir os custos envolvidos com a operação. Consequentemente, eles não apenas acabavam gerando prejuízos, como também acabavam consumindo recursos (como espaço nas prateleiras, investimentos em publicidade, etc.) que poderiam ser mais bem empregados na venda de itens com maior vendagem: os tão famosos “hits” comerciais.
E é justamente aí que entra a internet com sua cauda longa… A grande novidade é que ao expandir o universo de clientes atingidos pelas lojas, a web acabou por subverter totalmente a lógica tradicional do comércio varejista. Mas como exatamente ela conseguiu esse feito? Simplesmente ampliando drasticamente o raio de abrangência das lojas, a ponto de permiti-las atingir um público de dimensões literalmente mundiais, não importa o quão geograficamente pulverizado esse público fosse.
Como conseqüência, por menor que fosse a procura por qualquer produto, quase sempre ela acaba se tornando grande o bastante para se viabilizar economicamente. É que por mais reduzido que seja (em termos proporcionais) o contingente de interessados por um determinado item, essa fração acaba adquirindo dimensões tão expressivas (em termos absolutos) que frequentemente resulta em um universo de consumidores maior do que o atingido pelas lojas.
O exemplo da Amazon
Não acredita? Então vejam o exemplo da Amazon.com. Ao oferecer livros através da internet, ela criou um modelo de negócios que lhe permite extrair mais da metade da receita dessa operação com a venda de títulos que nem sequer são oferecidos pela Barnes & Noble, dos EUA, uma das maiores cadeias de livrarias do mundo. Isso mesmo, você leu certo, mais da metade do faturamento da Amazon vem de livros sem absolutamente qualquer apelo comercial!
A verdade, entretanto, é que o fenômeno da cauda longa não é resultado exclusivo da expansão da clientela. Afinal, de nada adiantaria se atingir público de dimensões gigantescas se isso não envolvesse a oferta de um produto por um preço que o consumidor pudesse pagar (e que evidentemente fosse lucrativo para o lojista). E aí entra o outro grande mérito da internet. Ao permitir que os produtos vendidos sejam armazenados e oferecidos digitalmente ela acabou reduzindo absurdamente os custos vinculados à operação de vendas.
Isso quando a internet não eliminou ou simplesmente transferiu parte significativa desses custos ao consumidor. Foi o que ocorreu com os gastos com a distribuição, que em boa parte passou a ser realizada pela própria web. Foi o que aconteceu também com os custos de produção a partir do momento em que a internet deixou a cargo do consumidor a opção entre, por exemplo, manter as músicas adquiridas no seu computador ou gravá-las em um CD quando assim preferir.
Percebam que, com essa revolução, a rede acabou reduzindo o preço pelo quais os produtos precisam ser vendidos para serem lucrativos. Isso acabou gerando um efeito retro-alimentador extremamente positivo já que no momento em que se reduzem os preços acaba-se ampliando o próprio rol de interessados no item oferecido, ou seja, a própria demanda. Nesse sentido, não é de se admirar que apesar de possuírem uma variedade de produtos dezenas de vezes superior à oferecida pelos seus competidores tradicionais, ainda assim absolutamente todos os itens oferecidos pelas lojas virtuais possuam saída efetiva. Dá pra imaginar o mesmo ocorrendo em alguma loja megastore?
Outro mérito da internet foi expandir quase que infinitamente o acesso dos lojistas aos recursos que historicamente restringiram a sua capacidade de atender demandas. Pare para pensar: quando um lojista decide comercializar algo, ele se depara com uma série de limitações de ordem física que reduzem a sua capacidade de vender. Diante da escassez de fatores como espaço físico, funcionários etc., o comerciante se via obrigado a escolher criteriosamente que itens ocupariam o seu balcão, assim como que clientes eles atenderia.
É justamente aí que novamente a internet disponibiliza às lojas virtuais uma série de vantagens competitivas inacessíveis para as lojas convencionais. Num mundo onde as lojas armazenam, expõem e entregam produtos digitalmente, não faz mais sentido se escolher que produtos oferecer quando se pode simplesmente oferecer uma variedade colossal de itens a um custo de armazenamento, oferta e distribuição ínfimo.
Vejam por exemplo o caso do Walmart. A maior rede de supermercados do mundo apenas consegue oferecer em suas unidades um universo de no máximo 25 000 faixas de músicas. Volume 60 vezes menor que a oferecida pela Rhapsody, um dos maiores serviços de música digital do mundo. Para poder oferecer essa mesma quantidade, o Walmart provavelmente seria obrigado a ocupar todas as prateleiras dos seus supermercados com CDs!
Desnecessário dizer que até hoje não se tenha notícia de alguma loja fora do mundo virtual com tamanha oferta…
Quando paramos para pensar quais os ramos do varejo que mais se beneficiam com fenômeno da cauda longa, percebe-se que são tanto aqueles que dependiam de sucessos comerciais para se viabilizarem comercialmente como aqueles que possuem uma logística de distribuição passível de barateada (ou realizada) via internet.
Como bem apontou Chris Anderson, a indústria musical, literária e cinematográfica são as candidatas naturais a esse posto. É que, pelas suas características, essas são justamente as indústrias que melhor conseguem se beneficiar das vantagens competitivas geradas pela web. Ora, no momento em que a internet permite o comércio dos “antigos patinhos” feios a baixo custo, não é de se admirar que elas sejam as indústrias eleitas.
Impacto na indústria cultural
Apesar de tudo o que foi dito até aqui, talvez o mais interessante aspecto do fenômeno da cauda longa não seja exatamente as suas repercussões no campo econômico. Pelo contrário, provavelmente, ainda mais extraordinário seja o modo como ele fatalmente influenciará tanto a indústria cultural quanto o próprio modo como produziremos cultura.
Afinal, como também notou Chris se é bem verdade que os hits não vão desaparecer, é bem verdade também que provavelmente elas percam boa parte da importância cultural e econômica que eles adquiriram. A boa notícia é que, como resultado, a arte provavelmente acabará retornando às suas origens. À época em que os artistas tinham uma preocupação muito menos comercial e muito mais voltada às suas necessidades de expressão artística. Afinal, a arte também é um negócio e como tal, ela também depende de um público interessado para se viabilizar.
No momento em que a internet expande a demanda por produtos, a ponto de incluir itens sem apelo comercial, a tendência é que com o tempo a arte volte a adquirir um caráter mais autêntico e sincero.
autor: Paulo Santos
fonte: webinsider |
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"Design é uma atividade científica de projetar, integrando várias áreas do conhecimento, estabelecendo relações múltiplas para a solução de problemas de produção de objetos que tem por alvo-final atender às necessidades do homem e da comunidade."
Geraldina P. Witte
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