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| Designer não é personal trainer
Moema Cavalcanti, uma das melhores designers gráficas do país, não costuma se apresentar como designer. Para ela, essa denominação lembra personal trainer, “um termo da moda, em inglês para parecer muderno”. Por isso, prefere um modesto “capista”, já que seu principal campo de atuação é o projeto de capas de livros.
Moema é radical e com certeza gosta de frases de efeito, mas ela não está sozinha nesse desconforto. A palavra design se disseminou muito recentemente e, na maioria das vezes, é empregada com um significado reducionista, que a associa a coisas caras, frescas e com um “visual arrojado”. Por conta desse adjetivo, usado a torto e a direito, a atividade é entendida como associada a um estilo de móveis ou objetos, o “estilo design”, em oposição a um “estilo clássico”, provençal ou country. As empresas muitas vezes assumem essa confusão, como a Porcelana Schmidt, que tem linhas como “Gold (decorações nobres e exclusivas)”, “Classic Prática (tradição com praticidade)” e “Design (vanguardismo)”.
Está na hora de lançar alguma luz no meio dessa confusão e, para isso, nada melhor do que ir ao velho e bom dicionário. A expressão em inglês já há alguns anos foi incorporada aos dicionários de português. Aurélio e Michaelis coincidem na definição: design é “concepção de um produto ou modelo; planejamento”.
Não, a adoção da expressão em inglês não é colonialismo besta dos brasileiros. Mesmo os povos mais ciosos de sua língua, como os franceses e os japoneses, não encontraram uma tradução à altura para a palavra. Uma das poucas exceções é a língua espanhola, que tem “dibujo” para desenho e “diseño” para design.
A diferenciação é necessária. A habilidade dos profissionais da área vai muito além do mero ato de desenhar. Os designers de produto têm que adaptar suas idéias aos métodos produtivos existentes, levando em conta aquilo que as indústrias estão ou não aparelhadas a fazer; têm que analisar se os produtos cumprem sua função da melhor maneira possível; têm que examinar se são fáceis de manusear ou operar; e, por último, mas não menos importante, se são bonitos. Seu trabalho consiste em imaginar, criar e encontrar meios de construir novos objetos que sirvam ao ser humano. Mudando o raio de atuação, a definição vale também para os designers gráficos (que projetam identidade visual, embalagens, livros, sites etc.) e para aqueles que projetam ambientes, conhecidos como designers de interiores.
Design é a única maneira de buscar e expressar o diferencial de qualidade dos produtos e serviços num mercado cada vez mais competitivo e mais “igual”. Não é uma maquiagem superficial, nem um enfeite que se acrescenta quando o produto está pronto, o chantilly ou a cereja em cima do bolo. Design tem a ver com o bolo todo: a farinha que será usada, o jeito de juntar e mexer os ingredientes, o tempo e a temperatura do forno, o sabor, quantos e quais recheios serão usados, e como ele será montado e decorado ao final. É, portanto, um processo de concepção integral dos produtos.
As empresas que usam o design adequadamente têm sido recompensadas. Sua boa utilização, via de regra, resulta em maior nível de competitividade. Um caso exemplar, citado 10 em cada 10 vezes em que se fala do assunto, é o do iMac. Em entrevista à “Fortune”, Steve Jobs, presidente da Apple, explica sua concepção da atividade: “No vocabulário da maioria das pessoas, design significa aparência. É o tecido da cortina, é o sofá. Para mim, design é a alma de tudo o que o homem cria e que acaba se manifestando nas sucessivas camadas exteriores de um produto ou um serviço. O iMac é mais do que a cor, a transparência ou o formato de sua carcaça. A essência do iMac é ser o melhor computador pessoal possível no qual haja uma total interação entre seus elementos.”
Se é ou não o melhor, não é o caso de discutir aqui, mas inegavelmente o iMac tirou a Apple da ribanceira em que estava antes de seu lançamento. Há inúmeros outros exemplos mostrando que bom design é bom negócio. E não apenas o design de produtos. Os casos da Coca Cola e do Marlboro, cujas marcas valem mais do que o patrimônio das companhias que os produzem, dão a dimensão da importância da identidade visual para o sucesso de uma empresa.
Se para os empresários o bom design faz soar a caixa registradora, para o país ele pode representar uma alavanca do desenvolvimento socioeconômico; e, para o consumidor, freqüentemente resulta numa melhoria da qualidade de vida. Por todas essas implicações, design é uma atividade multidisciplinar, ligada à tecnologia, à estética e ao marketing.
Não é meramente um desenho. Moema, por exemplo, nem sabe desenhar, mas é mestre na composição de capas de livros que aumentam as vendas das editoras e o prazer dos leitores. É designer, na melhor acepção da palavra.
* Este texto foi produzido em abril de 2000 pela jornalista Adélia Borges e integra o livro "Designer não é personal trainer e outros escritos" (Rosari, 2002). O livro reúne mais de 50 crônicas sobre design, desde um ponto-de-vista do cotidiano. Num tom coloquial e acessível, o tema é visto em suas intersecções com assuntos correlatos, tais como moda, arte aplicada, artesanato, inovação industrial, poluição visual, arquitetura, políticas culturais, consumo, comportamento e marketing. Os textos foram publicados originalmente em 2000 e 2001 no caderno Fim de Semana do jornal Gazeta Mercantil.
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A jornalista Adélia Borges é uma das maiores conhecedoras das atividades do design no Brasil: é crítica, autora, jurada, curadora. Atualmente é diretora do Museu da Casa Brasileira, em São Paulo. De 1987 a 1994 ela foi editora-executiva da revista Design & Interiores. Em seguida passou a escrever livros como Cadeiras Brasileiras, que traça a evolução do design deste móvel no Brasil; o livro sobre Maurício Azeredo (A construção da identidade brasileira no mobiliário, Instituto Lina Bo e P. M. Bardi, 1999); a síntese dos dez primeiros anos do Prêmio Design do Museu da Casa Brasileira (Prêmio Design, MCB, 1996); e a biografia de Sergio Rodrigues. Na sua passagem de quase quatro anos como editora na Gazeta Mercantil, de 1998 a 2001, assinava uma coluna sobre design. É autora do livro "Designer não é personal trainer" (Editora Rosari).
fonte: Rede Design Brasil |
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| Glossário |
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ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – responsável por normas técnicas e pelo controle de padrões industriais.
Acabamento – É o processo de finalização de um produto gráfico.
Acondicionamento – Processo de estudo na aplicação, transporte, estocagem e consumo de um determinado produto em condições reais de mercado.
Adesivo – Papel, plástico, metal, etc. Qualquer tipo de material que possa ser impresso habilitando a possibilidade de fixação em qualquer uma das faces.
Adesivo de dupla face – Ver adesivo. (fixação em ambas as faces).
ADG – Associação dos Designers Gráficos. Entidade nacional sem fins lucrativos, voltada para a valorização e a divulgação de trabalhos e profissionais na área do design gráfico.
Aerógrafo – Formato semelhante de uma caneta tinteiro e funcionando à pressão. Este instrumento borrifa tinta por meio de ar comprimido.
Agência de publicidade e ou propaganda – Empresa especializada no planejamento e na execução de estratégias publicitárias.
Airbrush – Sistema de pintura semelhante ao aerógrafo.
Alceamento – Organização da seqüência de páginas para a encadernação.
Ampersand – “&” Caractere tipográfico que representa e palavra e. (Exemplo: Camarão & CIA)
Ampliação – Reprodução de gravura e ou fotografia de tamanho superior a 100 % do original.
Ângulo de retícula – Para a melhor ilusão de tom contínuo (resolução), é utilizado um determinado ângulo para evitar o efeito moiré.
Animação em 2D – Utilizando frames por segundo, a animação em 2D é desenvolvida com apenas dois eixos de trabalho. Mas um animador experiente poderá desenvolver animações em 3D (utilizando recursos 2D) através de efeitos com luz e sombra.
Animação em 3D – Através de programas que incorporam a aplicação dos três eixos X, Y e Z, um objeto tridimensional pode ser modelado e animado com os recursos CAD (Computer Aided Design).
ANSI – American National Standarts Institute (EUA) – Semelhante a ABNT(Brasil).
Ante-rosto – falsa-folha de rosto localizada em grande parte dos livros que precede o título da obra.
Anti-aliasing – É um processo na computação gráfica que visa disfarçar a má aparência de imagens gráficas de mapeamento de pontos.
Anúncio – Mídia impressa utilizando recursos publicitários.
Anúncio cooperado – Anúncio com custo dividido e com objetivos similares de empresas. Um exemplo são os anúncios de lojas de varejo.
Apple – Pioneiro no desenvolvimento de computadores pessoais e de interfaces visualmente amigáveis.
Arte – Produto do trabalho do profissional ligado aos meios de expressão: design, fotografia, ilustração, etc.
Arte final – finalização de um trabalho destinado à produção gráfica. Preocupação com formas, cores e tipografia para reprodução em série.
Artes gráficas – Processo de produção em grande ou pequena quantidade de cópias a partir de uma matriz.
ASCII – American Standart Code for Information Interchange – Padrão industrial para a codificação de sinais alfanuméricos.
Ascendentes – Grupos de letras minúsculas que se elevam acima da altura X. (b, d, f, h, k, l).
AVI – Audio Vídeo Interleave – Extensão utilizada por programas para a apresentação de arquivos de vídeo.
Background – Fundo de uma determinada composição. Ou último plano de uma composição.
Back light – Painel luminoso que emite informação impressa através de lona translúcida.
Backup – Cópia digital feita por medida de segurança.
Balcão de degustação – Stand que apresenta um novo produto através de um promotor ou demonstrador de vendas.
Banco de imagens – Coletânea de imagens de qualquer campo ou natureza.
Bandeirolas – Cartazes pendurados tipo “varal” para decoração de ponto-de-vendas.
Banner – Propaganda desenvolvida por mídia impressa ou digital que tem como objetivo anunciar um produto ou serviço específico. Encontrada freqüentemente na Internet.
Baseline – São linhas imaginárias que determinam o apoio de letras de caixa alta e a altura-x das letras de caixa baixa.
Bicromia – Processo de impressão a cores com dois clichês ou fotolitos, cada uma com determinada cor.
Bicromia falsa – Impressão de um meio tom misturada com uma cor uniforme de plano de fundo.
Bitola – Largura de uma coluna ou mancha tipográfica.
Bitmap – Extensão (bmp) utilizada por alguns programas que determinam uma imagem gráfica formados por pontos chamados pixels.
Blend – Combinação, mistura de cores ou formas.
BMP – Ver bitmap.
Bobina – Papel em grande escala utilizado em ploters ou em equipamentos que utilizem impressões por rolagens.
Bold – Apresentação de uma fonte com a espessura mais forte. (negrito).
BPI – Bits per Inch – Mede a densidade de bits em um determinado arquivo.
Brand – marca.
Branding – Afirmação de uma marca ou empresa no mercado. Utilizando recursos para agregar valor ao produto ou à consolidação da marca no meio.
Brainstorming – Tempestade Cerebral – Técnica utilizada para a formação de idéias. Discussão em grupo que tem como objetivo determinar associações sobre um problema proposto.
Briefing – Informações sobre o produto ou objeto a ser trabalhado. Sintetizando objetivos para serem utilizados no desenvolvimento do trabalho.
Broadsheet – Impressão em grande escala com apenas um lado de apresentação.
Broche – Ilustração que tem como objetivo complementar informações visuais. Exemplo: Danone – “Novo Sabor”.
Brush – Escova, pincel ou brocha. Ferramenta utilizada em programas gráficos.
Button – Objeto, texto ou área que podem determinar ações dispostas na tela do computador.
Cabeça de página – Espaço nobre destinado a publicação de textos mais importantes.
CAD – Computer-Aided-Design – Programas que utilizam possibilidades de incorporar ou desenvolver objetos tridimensionais na mídia digital. Automatizando o processo de desenho.
CADD – Computer-Aided-Design-Drafting – Os mesmos recursos CAD mas com inclusões de dimensionamento e entradas de textos.
CAD/CAM – Computer-Aided-Design / Computer-Aided-Manufacturing – Processo de manufatura (robótica) utilizando recursos CAD.
Caixa alta/baixa – Indica o emprego de letras maiúsculas e minúsculas.
Calha – Parte anterior da folha de um livro. Oposta ao dorso pelo qual o livro se abre.
Canoa – Grampeamento de livros ou revistas através do dorso ou dobra.
Cantear – Processo de corte de folhas arredondando os cantos.
Capa – Cobertura de papel, couro ou outro material que forma a parte externa de um conteúdo bibliográfico (livros, revistas, etc...).
Capa dura – Capa de um livro com material rígido.
Caractere – É o símbolo utilizado em textos. (espaço, acentos, letras, números, etc... )
Cartão – É definido como cartão a folha que pesar mais de 180 gramas por metro quadrado. Menos do que isso, é nomenclaturado como papel.
Cartão duplex – Cartão fabricado em duas camadas sendo que uma delas possui qualidade superior.
Cartão triplex – Semelhante ao duplex mas com três camadas proporcionando maior resistência.
Cartaz aéreo – Cartaz destinado a ser pendurado em algum ponto de venda.
Cartazete – Cartaz de formato reduzido destinado também para pontos de venda.
Cartoon – Desenho humorístico que pode ser incorporado a algum texto ou ter existência autônoma.
CD-ROM – Compact Disc Read Only Memory – Disco compactado que possui alta capacidade de armazenamento.
Centralizar – Dispõe fotos, textos e outros objetos a fim de determina-los em iguais distâncias em relação às margens.
Chapa de impressão – Partes de materiais flexíveis que são destinados a impressão offset.
Charge – Representação de acontecimentos cotidianos em forma de desenhos pictóricos de caráter satírico.
Claros – Partes de uma composição visual que não possui impresso. Proporcionando em um texto ou folheto informativo mais conforto na leitura.
CMYK – Cyan, Magenta, Yellow, Black. Sistema de integração de cores primárias para a aquisição de novas composições.
Composição – Ato de compor qualquer texto destinado a impressão.
Comunicação visual – O processo de utilização de técnicas para transmitir mensagens da forma mais eficaz. Utilizando conhecimentos e procedimentos de composição gráfica.
Conceito – Manifestação mental de idéias ou coisas que venham a ser ou não desenvolvidas.
Condensação – Recurso que tem como objetivo tornar possível a inclusão de mais letras em um determinado espaço.
Conta – Termo utilizado para designar o atendimento publicitário permanente de agência e determinado produto, serviço ou marca.
Conta-fio – Instrumento para a realização de avaliações de resultados de impressão. Trata-se de uma lente que possui uma distância focal ideal que facilita a visualização de impressões.
Contracapa – Lados internos que podem ser utilizados como marcadores. Também chamada de segunda ou terceira capa.
Cor primária – Cores puras que não resultam de misturas de outras cores. (ciano, magenta e amarelo). Na policromia, acrescenta-se o preto em conjunto com as três.
Cores frias – São elas: Azul, verde, violeta e suas variações.
Cores quentes – São elas: Amarelo, vermelho, laranja e suas variações.
Cores secundárias – Cores que resultam da mistura de duas cores primárias.
Cores terciárias – Cores que resultam da mistura de duas cores secundárias.
Corpo – Altura, dimensão, tipo de fonte que geralmente é medido em pontos.
Cromo – Litografia em cores.
Cursiva – desenho tipográfico que se assemelha à escrita manual. Geralmente com as letras não conectadas.
Decalque – Transferência de tinta impressa de uma folha para outra através de processos químicos.
Descendentes – Letras que se estendem abaixo da linha de base: c, g, i, p, que e y.
Desenho a traço – Desenvolvimento de qualquer arte através de linhas com cores absolutas ou únicas.
Design visual – Design gráfico.
Diagrama – Esquema de um plano básico de trabalho gráfico.
Diagramação – Operações utilizadas para a disposição de títulos, textos, gráficos, em uma página de publicação.
Didot – Nome dado ao sistema de medição tipográfica.
Display – Sistema promocional que tem como objetivo aumentar ou apresentar um determinado produto para o mercado.
DPI – Dots per Inch – São pontos por polegadas quadradas que definem a maior ou menor resolução de impressão ou apresentação visual.
Efeito halo – Agrupamento de tinta nas bordas das letras dificultando a visualização. Ocorre em alguns processos de impressão.
Egyptian – Caracteriza a presença de serifas com espessura muito semelhante à espessura média de suas hastes.
Embalagem – Recipientes que são desenvolvidos para o acondicionamento de produtos manufaturados ou industrializados.
Embalagem display – Embalagens de transporte que também são utilizadas como display no ponto-de-venda.
Embalagem econômica – Para consumos em grande quantidade, o benefício é observado através do custo do produto.
Embalagem institucional – Desenvolvida para consumidores de produtos específicos. Restaurantes, hotéis, cantinas, etc.
Embalagem promocional – Desenvolvida para apresentações promocionais: Leve 3 e pague 2 !.
Embalagem primária – Tem como objetivo conter e proteger alimentos facilitando vendas em quantidades determinadas.
Embalagem secundária – Para conter e proteger produtos durante o manuseio do transporte.
Escala de cores – Tabela impressa contendo um catálogo de cores para serem utilizadas em diversas aplicações por um designer.
Escala pantone de cores – Marca registrada de um sistema largamente usado para a identificação de cores.
Etiqueta – Marcas, rótulos ou informações contidas em produtos, embalagens, frascos e demais mercadorias.
Faixa de gôndola – Peças que podem ou não conter mensagens para apresentação e separação de produtos.
Família – conjunto de letras que possuem a semelhantes formas estruturais.
Folder – Folhetos explicativos, promocionais ou de divulgação com ou sem dobras que tem como objetivo enviar informações a um determinado receptor.
Folheto – Peça impressa com uma ou mais dobras.
Fonte – Conjunto de caracteres de uma mesma família tipográfica.
Fontographer – Software de manipulação de fontes desenvolvido pela Macromedia.
Formato – Dimensões de um impresso a ser definido: A0, A1, A2, A3, A4, etc.
Fotolito – Película transparente coberta por emulsão fotossensível onde se registra, por meios fotomecânicos a imagem ou texto que se deseja imprimir.
FPS – Frames per Second – Ritmo de apresentação de quadros na animação.
Front light – Painel com representação gráfica com iluminação externa ou interna frontal.
Gabarito – Desenvolvimento da estrutura de um diagrama sobre um suporte com dimensões determinadas.
GIF – Graphics Interchange Format – Arquivo com formato compactado utilizado constantemente na Web juntamente com o Jpeg.
Glifo – Sinal sintético que identifica uma função, local ou informação.
Gôndola – Prateleiras ou unidade de exposição de mercadorias para análise e consumo.
Grayscale – Imagens que possuem cores preto e branco.
Gray – Cinza, cor cinzenta.
Grid – Malha para auxílio de construção de diagramas ou desenhos livres.
Grifo – Itálico.
Grotesca – Fontes sem serifa.
Hipermídia – Utilização de textos, imagens, sons que possuem uma apresentação não linear e recuperável.
Hipertexto – Estrutura que interliga textos e imagens através de links ou conexões.
ICOGRADA – Entidade internacional relacionada aos assuntos do Design Gráfico.
Ícone – Signo visual que expressa o objeto que representa.
Identidade visual – Conjuntos de elementos visuais gráficos que representam uma empresa, produto, instituição ou outros meios existentes representativos.
Simplificando: a Identidade Visual é a simplificação de uma idéia, um nome, um estilo, um produto ou serviço em forma de ícones, cores e tipos, assim como se você pensa em futebol (soccer para os Americanos), a primeira imagem que vêm a cabeça é a de uma bola com gômos brancos e pretos que é o desenho básico da bola. Desta forma você está inconscientemente identificando uma atividade esportiva através de um dos seus ícones, neste caso o futebol associado a sua bola e as cores presentes nela.
Ilha – Sistema de exposição de produtos facilitando a aquisição em quaisquer direções em um local ou ponto-de-venda.
Ilustrator – Programa desenvolvido pela Adobe Systems.
Imagem corporativa – Relações de ícones que forma a estrutura visual de uma empresa. Tanto a partir de seus consumidores como de seus funcionários.
Imagem vetorial – Imagem com formato determinado por equações matemáticas.
Impressão – Reproduções gráficas adquiridas através de equipamentos eletrônicos.
Interatividade – Administração de recursos multimídia para a maior interação com um determinado usuário. Proporcionando um intercâmbio conversacional.
ISO – International Standart Organization – Organização internacional para a padronização de normas técnicas.
Itálico – É determinado pelos caracteres direcionados para a direita.
JPEG – Joint Photographic Experts Group – Extensão que utiliza alta compactação para recursos gráficos. Comumente utilizada na Internet para o envio e apresentação de fotogravuras.
Justificar – Alinhar texto nas bordas de limite da diagramação. Proporciona uma regularidade na apresentação das fontes.
Kerning – É o ajuste do espaço entre letras. É utilizado para melhorar a uniformidade visual.
Layout – Prancha rígida em que os projetos finais são apresentados para o cliente.
Letra – Cada sinal que compõe o alfabeto.
Letraset – Processo de transferência de letras através do atrito.
Ligadura – Caractere desenvolvido para a representação de duas ou mais letras.
Linguagem visual – Conjunto de elementos visuais que servem como base na área do design gráfico.
Livreto – Livro de pequeno porte utilizado freqüentemente nas atividades promocionais.
Logotipo – Processo de caracterização da marca utilizando recursos tipográficos, adicionando um estilo característico.
Logomarca – Sinais ou conjunto de sinais que são utilizados em programas de identidade visual.
Lombada – é denominada lombada, a parte que liga a capa frontal de uma revista ou livro, a sua capa final geralmente ligadas por colas, grampos ou costuras.
Macintosh – Primeiros computadores pessoais criados pela Apple Computer.
Maiúsculas – Letras com o formato de caixa alta.
Mala direta – Mensagem de marketing geralmente desenvolvida sobre forma de folheto.
Mancha – É o traçado que ocupa a tipografia de uma página determinada pela diagramação.
Marca – Identidade, nome, símbolo gráfico ou a combinação de elementos que identificam uma empresa, produtos ou serviços. Marca ou brand, só pode ser utilizada exclusivamente por seu proprietário legal.
Marca de corte – Marcações que definem as dobras ou cortes de impressos.
Margem – Marca do papel que fica sem impressão onde se define a parte não impressa e a manuscrita.
Margem de refile – Margens de auxílio no corte final de publicações.
Matéria – Redação, artigo ou qualquer manuscrito.
Matriz – Elemento utilizado em processos de impressão. Seja por clichê, fôrma ou telha dependendo dele a reprodução em série.
Mesa de luz – Mesa com tampo de vidro ou acrílico que possui uma lâmpada em sua parte interna, utilizada para um maior aprimoramento do desenho ou trabalho com materiais como: filmes, slides, etc.
MIDI – Musical Instrument Digital Interface – Processo de gravação e instrumentação de audio através de meios digitais.
Mídia – Termo utilizado para designar os meios de comunicação no seu conjunto ou em particular.
Minúsculas – Letras de formato caixa baixa.
Miolo – Conjunto de páginas internas de publicações.
Mock-up – Modelo em qualquer escala de produto ou embalagem.
Monocolor – Arte reproduzida em apenas uma cor.
Monocromia – Impressão em uma só cor.
MPEG – Motion Picture Engineering Group – Formato de compactação de audio.
Multimídia – União de informações providas de diferentes recursos de som e imagens. Utiliza mais de uma mídia para ser expressa.
Multipack – Embalagem que agrupa um número determinado de um produto com finalidades promocionais.
Negrito – Letra ou fonte com a espessura mais grossa do que é normalmente apresentada.
On pack – Conjunto promocional confeccionado com filme termo-encolhível (shrink-wrapping). Exemplo: Leve 3 e pague 2.
Outdoor – Cartaz de rua em grande formato que é composto por várias peças determinando uma só imagem.
Outline – Desenho de letra em que se exibe apenas os contornos.
Overlay – Papel fino, móvel, colocado sobre a prancha de uma arte com o objetivo de protegê-la.
Overprint – Impressões que utilizam sobreposições de cores nas técnicas de impressão.
P&B / PxB / P/B – Formas representativas de preto-e-branco.
PageMaker – Software de editoração eletrônica fabricado pela Adobe Systems.
Paica – Unidade que vale 12 pontos do sistema anglo-americano de medição tipográfica.
Paleta de cores – Conjunto de cores formadas por programas específicos de editoração.
Pantone – Tabela de cores que auxiliam nas artes gráficas e nas referências de impressões.
Paste-up – Recursos das artes gráficas que utilizam colagens.
Photoshop – Software de manipulação de imagens criado pela Adobe Systems.
Picotagem – Perfuração de uma determinada superfície para facilitar o destaque manual.
Pictograma – Símbolo gráfico muito utilizado em sinalizações.
Plotter – Equipamento utilizado para impressões em formato A0.
Policromia – Processo de impressão que utiliza as quatro cores possibilitando, uma imagem mais nítida e fiel para com o original.
Ponto – É considerado a menor unidade de medida tipográfica.
Ponto de cola – Utilizado na assistência e na montagem de embalagens.
Portfólio – Conjunto de impressos de uma empresa ou profissional ligados diretamente nos meios de comunicação gráfica.
Poster – folha única de papel impressa e de formato geralmente considerável (A0).
Pragmática – Relacionado com a semiótica, se preocupa com as relações dos signos com seus intérpretes.
Programa de identidade visual – É o modo de como se comportar com uma identidade visual. Determinando a sua posição no mercado e o valor agregado à marca.
Programação visual – Termo que identifica o campo de atuação do profissional de design gráfico.
Público-alvo – Grupo de consumidores a serem estudados e atingidos com publicações ou mídias de informação.
QuarkXPress – Software de editoração eletrônica criado pela Quark.
Refilar – Acabamento dado para determinar dimensões menores que as originais adquiridas.
Resolução - Grau de apresentação de imagem impressa ou visualizada em tela. A melhor apresentação e o melhor grau de nitidez, estão diretamente proporcionais ao aumento da resolução.
Rótulo – Impresso que tem como objetivo fornecer informações sobre um determinado produto.
Rough – Rafe ou rascunho, é utilizado na primeira fase de estudos por um designer. Vem antes do layout e da arte final.
Scanner – Equipamento utilizado para transferir imagens no meio físico para o meio digital. Armazenando arquivos de texto, ilustrações e gravuras no campo magnético.
Semântica – Parte da semiótica que estuda a relação do signo com o objeto que designa.
Semiótica – É conhecida como a ciência dos signos. Está sendo aplicada nas áreas de comunicação visual e gráfica.
Serifa – Traços finos e pequenos incorporados a determinados tipos de fontes.
Signo – Na semiótica, é algo que de algum modo representa alguma coisa para alguém. Um exemplo: Uma placa com o signo - Proibido fumar – Ela possui um sentido traduzido sem a necessidade da escrita.
Símbolo – Figura não verbal que possui expressão visual.
Slogan – Frase curta e de efeito que geralmente possui apelo persuasivo.
Tetra Pak – Embalagens semi-rígidas para o acondicionamento asséptico de alimentos.
TIFF / TIF – Tagged Image File Format – Formato de bitmap branco, preto e colorida.
Tipografia – Arte ou técnica de criação simbólica de sinais ortográficos.
Totem – Peça de sinalização vertical localizada no chão.
Totem aéreo – Peça de sinalização vertical localizada no teto.
Transfer – Decalque.
True Type – Descrição de fontes criadas pela Apple.
Vincar – Produzidos por pressão, são utilizados para facilitar a dobragem dos papéis.
Web design – Área do design especializada nas atividades de planejamento e confecção de homepage pages na Internet. |
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fonte: ifd blog |
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| O que é preciso para ser um bom designer? |
Quando uma idéia é rejeitada, muitas vezes é a apresentação que está sendo rejeitada e não a idéia em si.
Por Marcos Nähr
Uma das melhores definições de design gráfico que já ouvi é esta da designer Jessica Helfand: “Design gráfico é uma linguagem visual que une harmonia e equilíbrio, cor e luz, escala e tensão, forma e conteúdo. Mas é também uma linguagem idiomática, uma linguagem de símbolos e alusões, de referências culturais e inferências perceptuais que desafiam tanto o intelecto quanto o olhar”.
Gosto muito desta definição. A primeira parte é um sumário convencional do design gráfico, com o qual todos concordamos. Mas a segunda parte nos leva para uma área mais densa: ela trata o design como uma força expressiva. Essa segunda afirmação deixa claro que a consciência cultural é tão importante para um designer quanto suas habilidades técnicas e suas qualificações acadêmicas.
Ao ser perguntado se fazia pesquisas específicas para escrever cada um de seus livros, o escritor inglês Iain Sinclair respondeu que toda a sua vida era na verdade uma grande pesquisa. Não consigo imaginar nada mais apropriado para um designer gráfico. Se você não estiver constantemente absorvendo o que existe ao seu redor, criando algo como uma “inteligência visual”, você nunca será um designer gráfico.
Dizem que os arrombadores de cofre esfregam a ponta dos dedos com lixas para aumentar a sensibilidade táctil. Eles deixam a ponta dos dedos muito sensíveis e faz com que consigam sentir todas as nuances do mecanismo que abre o cofre. O mesmo vale para o design gráfico: quanto mais sensível você se tornar em relação ao mundo ao seu redor, melhor será a sua resposta (criativa) em relação a este mundo. Isto significa estudar o design em todas as suas manifestações contemporâneas e também a história do design e das artes visuais em geral, mas também quer dizer conhecer o mundo além do design gráfico.
As vezes os designers, como outros profissionais por aí, imaginam que o mundo gira ao redor do seu umbigo, do design gráfico. Isto acontece especialmente quando se trabalha com design mais de 14 horas por dia. Mas aí vai uma dica. O mundo não gira ao redor do design! Os bons designers, em sua maioria, tem interesses pessoais que vão muito além do design gráfico. O design pode até ser a sua preocupação maior, mas ele não deixa de ter outros interesses.
OK, mas afinal, como isto me ajuda a ser um bom designer gráfico?
A coisa mais importante quando você estiver discutindo um trabalho com um novo e potencial cliente é demonstrar conhecimento, abertura e receptividade. O designer que demonstra apenas sinais de soberba e restrição de foco de atuação não vai inspirar o seu cliente. Isto parece óbvio, mas é surpreendente a quantidade de designers que usam as reuniões com clientes para falar sobre si mesmos e seu trabalho. Esses são os mesmos designers que reclamam mais tarde que o seu trabalho é frequentemente rejeitado ou que eles nunca podem fazer o que eles querem. Estes designer são culpados do pior crime que um designer gráfico pode cometer: auto-suficiência e visão estreita da realidade. Para o designer com ambições, essas duas coisas são fatais!
Se você puder demonstrar algum conhecimento sobre o campo de atuação do seu cliente, se você conseguir falar sobre o projeto com tranqüilidade e se você ouvir mais ao invés de só falar sobre si mesmo, você vai se impressionar com a receptividade do seu novo cliente sobre suas idéias. Parece um paradoxo, mas quanto menos você embasar o relacionamento cliente/designer sobre você próprio, mais sucesso você terá.
Além de possuir referências culturais e ter conhecimento do mundo além do design gráfico, um bom designer também precisa se comunicar bem. Isto não é o mesmo que saber fazer discursos eloqüentes, mas se refere à habilidade de saber falar sobre o seu trabalho, especialmente com clientes e com quem não é designer, de maneira coerente, convincente e objetiva, sem se utilizar da mesma linguagem que você costuma usar com outros designers. E como a comunicação é uma via dupla, isto significa também saber ouvir. O design gráfico precisa comunicar uma idéia sem o uso de comentários (escritos ou falados) que descrevam suas intenções: você não pode ficar ao lado de um web site, por exemplo, chamando a atenção das pessoas que que entrem no site e explicando para cada usuário como você utilizou os grids para criar uma noção de conjunto, pode? Apesar disso, os designers precisam das palavras, especialmente quando estão apresentando um novo projeto.
Convencer o seu cliente de que suas idéias são corretas e de que o dinheiro dele está sendo bem gasto requer argumentos muito bem formulados.
Uma boa técnica para desenvolver a habilidade verbal é descrever o que você criou sem mostrar o trabalho. Tente descrever com a maior quantidade de detalhes possível, de tal modo que não seja necessário ver o trabalho para entender o que você projetou.
E lembre-se: a maneira como um designer apresenta suas idéias é tão ou mais importante que as próprias idéias. Quando uma idéia é rejeitada, muitas vezes é a apresentação que está sendo rejeitada e não a idéia em si. [Webinsider]
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| Como montar um bom portfólio |
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Encontro virtual: 17 agosto 2003
› Por Denize Markman
Nosso perfil
A maioria é free-lancer e tem poucos clientes. Alguns com escritórios abertos e outros empregados. Todos no Brasil: desde Manaus até Porto Alegre. A maioria se virando pra pagar suas contas, ou dando aulas ou fazendo pequenos trabalhos, morando ainda na casa dos pais...
Literatura sobre o assunto
Existem pequenos trechos em livros ou sites específicos falando sobre o assunto. Exemplos: “pág. 125 do livro O valor do design – Marketing Pessoal e Portfólio” e “http://www.ccsp.com.br/manual/miolo_manual.htm”. Nenhum livro específico que trate do assunto.
Versões existentes (virtual, site, impressa etc.)
A maioria ainda disponibiliza seu portfólio em versão impressa. Alguns colegas já tem versão virtual (sites ou por e-mails).
As diversas faces da versão impressa
Não existe limite para a criatividade na hora de dar forma e conteúdo ao portfólio. As formas são as mais variadas possíveis bem como seu conteúdo. Desde pastas tradicionais com plásticos até materiais metálicos, com as peças originais impressas até fotografadas, transformando o portfólio em broadside pessoal ou de sua empresa. Mas, cuidado para não ser criativo demais no suporte e acabar ofuscando o conteúdo!
Medindo retorno junto ao cliente
A maioria dos colegas avaliou que seus portfólios ajudam menos a conquistar clientes do que a boa indicação de um cliente. O boca-a-boca ainda é mais eficiente ou estamos gastando energia com o nicho de mercado potencial errado?
Forma e conteúdo
É um dilema escolher as peças que irão compor o portfólio. Via de regra tem que tentar impressionar pela boa aparência e pelo conteúdo. Pensamos se é necessário haver um memorial explicativo para o caso de produtos de design (histórico do pensamento, planejamento, adequação etc.) e sobre a qualidade da reprodução das imagens. Pensamos ainda que todo conteúdo deve ser sintético e se a peça em si possa ter vida própria, dispensar o texto nos parece correto. É importante que exista flexibilidade no portfólio para que a cada visita possamos levar apenas as peças que sejam de interesse do potencial cliente.
Trechos retirados do "Manual do estagiário" por Eugenio Mohallen – “coloque na pasta somente peças onde a sua participação foi importante, decisiva ou majoritária. Se você só fez o texto e o título é de outro redator, avise antes que perguntem”.
Um ótimo exemplo de portfólio virtual este site, bem organizado e com peças bem selecionadas, dando uma boa “panorâmica” do estilo de trabalho do designer. Ficaram apenas as dúvidas sobre a procedência das imagens (direitos de uso) e a falta de textos explicativos sobre as peças, principalmente nas capas dos CDs.
O primeiro contato com o cliente
Existem dois modos de se aproximar do cliente. A primeira abordagem pode ser feita através de um folder ou e-mail contendo seus principais trabalhos, depois de pesquisar muito bem seu nicho de cliente. Numa segunda abordagem levar o portfólio contendo as peças prontas feitas para outros clientes. Nunca é demais relembrar a importância de selecionarmos apenas as peças que serão relevantes ao cliente. Lembre-se que o tempo do cliente é curto. Objetividade é tudo!
O designer não precisa deixar seus originais para o cliente avaliar: pode fazer uso de uma versão impressa ou e-mail, construída para esta finalidade. Assim pode-se evitar perda ou estrago de alguma peça, ou cópia indevida em casos extremos por algum cliente. Para se fazer lembrar, pode-se até desenvolver um brinde para deixar durante a apresentação. Exemplo: marcador de livro, calendário de mesa etc.
Visão do cliente sobre a real finalidade do seu portfólio
O cliente tem por finalidade avaliar o que podemos fazer por ele ou o que já fizemos por outros? Acreditamos que ambas as finalidades estão corretas, uma vez que o cliente precisa visualizar o que pode esperar de seu trabalho no futuro. De certa forma, o portfólio é um “catálogo de opções” e ao mesmo tempo um “currículo” dentro do universo profissional do designer.
Portfólio "making-of" (só com cases) — a "viagem" do designer
Talvez nessa “viagem” do designer possa haver espaço para um casamento perfeito entre contexto, processo, resultado e feedback.
Portfólio virtual
As alternativas neste caso são inúmeras: site, CD, e-mail, laptop com apresentação, entre outras. Interessante se puder também fortalecer com a entrega do folder de apresentação da empresa ou de seus projetos.
No caso dos webdesigners, a dinâmica dos sites é mais bem visualizada quando da apresentação virtual. Em geral, as apresentações são feitas em laptops projetadas sempre que possível em datashows. Uma alternativa menos dinâmica, mas ainda funcional, seria uma apresentação em lâminas A3.
O "broadside" (divulgando sua empresa)
Grandes escritórios de design costumam usar o “broadside”. Em geral são chamados pelos clientes para se apresentarem pois, em algum momento este potencial cliente já vislumbrou seus projetos e ficou interessado. Portanto, nesse caso o “broadside” fala mais sobre a filosofia de trabalho e clientes atendidos pelo escritório do que mostra as peças prontas. Portfólio quanto mais divulgado, melhor!
Atingindo resultados
Não importa o meio, digital ou impresso, lembrem-se sempre que o primeiro passo é analisar aonde você vai apresentar seu portfólio. Escolha bem o nicho de mercado. Assim, estarão ampliando suas possibilidades de serem recebidos pelos clientes potenciais. Peça licença antes de enviar qualquer material ao potencial cliente.
Conclusão
Bem podemos dizer que um bom portfólio é sempre bem visto aos olhos do cliente. De nada adianta montar uma boa pasta se você não tiver para quem apresentar. Um portfolio é imprescindível, porém antes dele deve haver sempre uma prospecção eficiente! |
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| fonte: Comunidade DesignGrafico |
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Palavras chaves: design gráfico agência em são paulo branding projetos gráficos |
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| Um breve panorama do Branding no Brasil |
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| Nos últimos anos tenho buscado entender como o cenário do Branding se formou no Brasil. A partir de um exercício constante de observação e dos resultados de minha pesquisa desenvolvida no Mestrado em Design da PUC-Rio nos anos de 2003 e 2004, posso fazer algumas considerações a respeito desse assunto, sem qualquer pretensão de esgotar o tema.
Acredito que escritórios ou agências brasileiras de design e comunicação já auxiliavam empresas a construir seus discursos de identidade muito antes da palavrinha “Branding” ser comentada por aqui, entretanto a entrada de consultorias internacionais de identidade de marca no país pode ser considerada como um fator bastante substancial na corrida em busca dos conhecimentos de Branding por escritórios brasileiros de design. Adélia Borges em matéria veiculada na revista Projeto/Design de março de 2001, já comentava os efeitos da chegada dessas consultorias em terras tupiniquins.
“Os anos 90 presenciaram a invasão mais temida: as multinacionais do setor, com consciência de marketing, das relações interdisciplinares do desenho e de todas as exigências de conceituação envolvidas no Branding, que são preliminares ao design. Puxando o comboio das estrangeiras, a Landor abocanhou projetos cobiçados, como os redesigns da Varig (e suas coligadas Rio Sul e Nordeste), Bradesco, Grupo Abril, Grupo Santista (Pullman e Sol), Grupo Basf/Suvinil”.
Dois projetos em especial, desenvolvidos pela consultoria americana Landor entre os anos de 1996 e 1997 causaram certo alvoroço entre os profissionais de design do mercado brasileiro, o da companhia aérea Varig e do banco de varejo Bradesco. As manifestações partiram de observações que criticavam o uso de um “alfabeto islâmico” na assinatura “Brasil” da Varig e da polêmica em torno da “árvore” do símbolo do Bradesco. A perplexidade aumentava em torno da especulação dos montantes financeiros investidos nestes projetos, e todos se perguntavam como que os “gringos” conseguiam cobrar tanto por projetos de identidade corporativa. Em um artigo para o jornal Gazeta Mercantil Adélia Borges dizia que fontes do setor alardeavam que a Landor havia cobrado US$ 3 milhões do Bradesco; US$ 1 milhão da Varig e US$ 350 mil por um programa mínimo (basicamente só a marca, sem as aplicações) da Brasil Telecom.
Na janela de oportunidade gerada pela Landor outras consultorias internacionais como a francesa Carré Noir e a inglesa Interbrand (esta instalada até os dias de hoje em São Paulo) foram alguns dos escritórios estrangeiros que aportaram por aqui. Esta “invasão gringa” despertou a curiosidade de vários escritórios de design brasileiros especializados em programas de identidade corporativa, que foram buscar parcerias operacionais com empresas de outros países, como a que uniu a norte-americana Addison (que havia feito o redesign da rede de postos Ipiranga) ao escritório Ana Couto Design, no Rio, em 1998, e a que juntou a também norte-americana Lippincott&Margulies, que já tinha como cliente a Rede Globo, o Cauduro/Martino, em São Paulo, em 1999. (Borges, 2001:108).
No caso da Cauduro/Martino o acordo com a Linpicott&Margulies aconteceu devido à necessidade de se preparar para a concorrência global de outros escritórios. A visão de Marco Antônio Rezende, sócio do escritório, era de que “na área de design gráfico e identidade corporativa, o Brasil podia competir em igualdade de condições com os estrangeiros” (…) “mas em geral as empresas brasileiras não estavam plenamente capacitadas quando se tratava de planejamento estratégico e gerenciamento”.
Em entrevista gravada por mim em 2004, Marco Antônio Rezende confidenciou que já no início dos anos 80, o Cauduro/Martino manteve contatos sistemáticos com a Landor que havia iniciado um processo de expansão global, isso era visto como uma oportunidade para ampliar a atuação do escritório paulista fundado em 1964. Segundo ele, o sentimento de necessidade pela busca de conhecimentos de Branding, veio da vontade “de pensar identidade num sentido mais amplo, a relação com o mercado não ser apenas de design, mas viver efetivamente da marca, da função da marca dentro de um contexto de marca”. Mas o acordo não foi possível, pois a Landor somente aceitaria a parceria caso o Cauduro/Martino fosse incorporado a sua estrutura, ou seja, não seria um acordo operacional e sim uma aquisição que não foi aceita pelo escritório paulista.
Este cenário de transformações do branding brasileiro continuou, e em 2002, a BC&H design, escritório paulista de design se associou a FutureBrand, empresa de consultoria de marca do grupo de comunicação e marketing McCann Erickson, que faz parte de um dos maiores grupos de comunicação do mundo, o norte-americano Interpublic. Paralelamente ao processo de associações várias empresas adquiriram experiência ao desenvolver trabalhos conjuntos com escritórios de Branding do exterior.
Foi o caso da empresa GAD’ Design, do Rio Grande do Sul, que ao assessorar a consultoria inglesa de Branding Wolff-Olins na implantação do projeto de identidade de marca da empresa de telefonia móvel Oi, teve contato com sua metodologia de trabalho que possibilitou posteriormente o conhecimento necessário para conceber o plano de Branding e a fusão das diversas empresas de telefonia móvel do grupo mexicano América Móvil no Brasil, que originou o lançamento da marca de telefonia móvel Claro.
A formação deste contexto provocou modificações incontestáveis no mercado brasileiro de design. Uma delas foi a de que, para amealhar projetos que envolvam grandes quantias financeiras, os escritórios de design no Brasil, precisariam adaptar suas estruturas para oferecer um portifólio de serviços mais extenso para atender as necessidades das empresas.
Dependendo das necessidades especificas de cada projeto de Branding, é necessário contar com equipes interdisciplinares de profissionais ligados às áreas de pesquisa de mercado, administração, marketing, arquitetura, design e comunicação, como uma forma de atender a construção e manutenção de todos os discursos de identidade de uma marca. É evidente que nem sempre é possível contar com essa estrutura internamente, pois os projetos variam em dimensão e complexidade, e para viabilizá-los financeiramente é mais interessante manter parcerias com empresas que oferecem serviços especializados, como os de marketing e pesquisa.
Passados praticamente 10 anos do inicio da implantação de projetos como o do Bradesco, posso afirmar que muitos dos profissionais que questionavam a entrada dos estrangeiros em nosso mercado, talvez não conseguissem enxergar que esses não trabalhavam apenas com abordagens estéticas, e sim tratavam os projetos de identidade de forma mais abrangente envolvendo ações no plano estratégico e gerencial.
O Branding busca esse olhar abrangente e interdisciplinar para a construção da identidade de uma empresa, visando atribuir uma percepção de valor em torno de sua marca, fazendo com que ela seja uma síntese de experiências memoráveis despertadas através de todos os seus pontos de contato com seus diversos públicos, sejam eles funcionários, fornecedores, parceiros, clientes ou a sociedade. Alguns estrangeiros ficaram outros deixaram o país depois que a paridade dólar/real acabou, mas a área se consolidou e o reconhecimento da qualidade e competência técnica dos profissionais brasileiros de Branding por parte das empresas brasileiras ou multinacionais já é uma realidade.
autor: Delano Rodrigues
fonte: Rede Design Brasil |
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| Uma força que pode vir das agências |
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O tema responsabilidade social ainda não saiu da pauta das empresas e poderia entrar na das agências. São inúmeros os projetos sociais e ambientais desenvolvidos em todo Brasil que não possuem apoio e que merecem contribuição.
Já faz um bom tempo que responsabilidades social e ambiental são temas recorrentes na maioria das empresas e até mesmo o terceiro setor se tornou um excelente negócio para as agências de comunicação. Isto porque a demanda de divulgação, criação de novas peças e de planejamento cresceu junto com o número de organizações que adotaram novas práticas de sustentabilidade (claro que quanto maior o projeto, maior será seu orçamento de marketing para garantir reconhecimento público) ou apenas incluíram algumas ações sociais e ambientais no seu dia-a-dia. Mas, claro, ninguém pode deixar de divulgar isso, já que para os stakeholders (públicos envolvidos no negócio) isso é uma parte importante que uma empresa que visa o lucro pode fazer.
Não, não estou criticando aqueles que usam projetos sociais e ambientais para criar uma imagem positiva e muito menos aquelas empresas que desenvolvem um trabalho que realmente contribuem para melhoria do nível de vida da população ou de pequenas comunidades. Até porque, fazer o mínimo já é um grande começo, pois o governo deixa grandes buracos que a iniciativa privada pode ajudar a tapá-los.
A minha intenção é voltar os olhos para o nosso umbigo, profissionais da área de marketing e de comunicação. Ou seja, é pensar no que poderíamos fazer por organizações não-governamentais sérias, que possuem pouco ou nenhum apoio para desenvolver seu trabalho. Acredito que o mais importante não seja destinar parte do faturamento das agências para estas instituições – já que a maioria não teria condições para isso -, mas sim aproveitar a estrutura já existente da agência para desenvolver um planejamento e execução de ações de comunicação e marketing para contribuir com estas ONGs.
Basta lembrar o poder das ferramentas de comunicação, que desenvolvemos para nossos clientes, para perceber o quanto poderíamos ajudar as instituições carentes a alcançar os objetivos delas. E podemos até ir além, já que lidamos diariamente com fornecedores e empresas que também podem ser inseridos nesse pensamento, contribuindo, por exemplo, na hora de imprimir o material desenvolvido, cedendo espaço de divulgação (mesmo que em curto período), entre outros, e até mesmo ceder produtos e serviços que estejam em seu portifólio e podem melhorar processos ou suprir necessidades básicas.
Não acredito em voluntariado de forma isolada, com ações soltas e que não levam a um resultado esperado. Mas sim em um trabalho sério, sem fins lucrativos, desenvolvido com profissionalismo, que ajude a estruturar organizações não-governamentais (que realmente são carentes) a conseguirem uma base para continuar seus projetos sociais. E isto é possível ser feito por agências de pequeno, médio e grande porte, sendo apenas necessário entender a demanda destas instituições e saber até onde conseguem chegar com a estrutura que possuem.
O tema responsabilidade social ainda não saiu da pauta das empresas e poderia entrar na das agências. Existem ONGs que recebem verbas expressivas de grandes empresas, mas elas fazem parte de uma minoria. São inúmeros os projetos sociais e ambientais desenvolvidos em todo Brasil que não possuem apoio e que merecem contribuição. E é possível ajudá-los, basta apenas força de vontade dos empresários da comunicação.
Por Guilherme Girão
fonte: [Webinsider] |
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Palavras chaves: design gráfico agência em são paulo branding projetos gráficos
criação de logotipos agência de comunicação responsabilidade social |
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| Agências brasileiras sofrem com prazos |
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Nosso amigo fez uma pesquisa pessoal: consultou 16 boas agências brasileiras e internacionais sobre os prazos de produção de banner, campanha e hotsite. Perdemos.
Sou um dos raros exemplares que começou a trampar com internet logo no início (1995) e ainda está no Brasil. Como sou muito chato, meus pares não me agüentaram e foram trabalhar em agências lá fora. Por isso tenho facilidade para conhecer outras metodologias e conseguir algumas informações interessantes. Resolvi então fazer uma pequena comparação perguntando qual o prazo médio que as agências (gringas e brazucas) tem para fazer um site médio; um hotsite; um banner e uma campanha de mídia.
Pedi os prazos totais em dias corridos, da entrada na agência à entrega, contando com tudo: planejamento, arquitetura de informação, criação, produção, controle de qualidade, etc. O famoso “de cabo a rabo”. No caso dos brazucas, mais no rabo que no cabo.
A pedido de alguns respondedores, não divulgarei os dados em aberto nem os nomes das agências. Falei com 16 agências sendo oito brasileiras, uma canadense, quatro inglesas e três americanas. Todas grandes e reconhecidas.
Pedi os prazos mais comuns, ignorando aquelas bombas (que aparecem mesmo lá fora, principalmente em concorrências) ou projetos abastados.
Claro, não é nenhuma pesquisa cuja metodologia seria aprovada por alguém sério, mas o objetivo era apenas dar uma idéia do tamanho da diferença. Os valores comparando agências do mesmo país foram bem parecidos, o que aumenta a credibilidade. Além disso, os valores variaram menos nos projetos que poderiam ter entendimentos diferentes.
Por exemplo, um banner é um banner, mas um site médio pode ser diferente no entendimento de cada profissional ou cada agência.
Observação: dos valores abaixo, “menor prazo” e “maior prazo” são referentes aos valores médios passados pelas agências (gringas e brazucas) e não o menor ou maior prazo que a agência teve alguma vez em determinado projeto.
Banner
- menor prazo: algumas horas (que transformei em 1 dia)
- maior prazo: 45 dias
- os americanos tem 20 vezes mais prazo que os brasileiros
- os ingleses tem 5,67 vezes mais prazo que os brasileiros
- a única agência canadense pesquisada não passou prazo
- os gringos tem 11,81 vezes mais prazo que os brasileiros
Campanha de mídia
- menor prazo: 3 dias
- maior prazo: 60 dias
- os americanos tem 10,26 vezes mais prazo que os brasileiros
- os ingleses tem 10,26 vezes mais prazo que os brasileiros
- a única agência canadense pesquisada não passou prazo
- os gringos tem 10,26 vezes mais prazo que os brasileiros
Hotsite
- menor prazo: 5 dias
- maior prazo: 120 dias
- os americanos tem 7,94 vezes mais prazo que os brasileiros
- os ingleses tem 5,48 vezes mais prazo que os brasileiros
- a única agência canadense tem 5,71 vezes mais prazo que os brasileiros
- os gringos tem 6,43 vezes mais prazo que os brasileiros
Site médio
- menor prazo: 15 dias
- maior prazo: 180 dias
- os americanos tem 3,76 vezes mais prazo que os brasileiros
- os ingleses tem 3,29 vezes mais prazo que os brasileiros
- a única agência canadense tem 3,76 vezes mais prazo que os brasileiros
- os gringos tem 3,53 vezes mais prazo que os brasileiros
Esta diferença é reflexo de uma realidade bem mais complexa e que vai além da questão dos prazos.
Não fiz esta pesquisa para alguém ficar reclamando da vida, mas não deixa de ser um tapa na cara. Tirando uma média burra total, os americanos têm dez vezes mais prazo que os brasileiros. Isso nos faz melhores ou piores? Deixo essa discussão para outra ocasião ou para os comentários de vocês.
Por Ricardo Cavallini
fonte: [Webinsider] |
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Palavras chaves: criação de sites agência em são paulo hotsites banners agência de design digital Campanha de mídia site |
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"Design é uma atividade científica de projetar, integrando várias áreas do conhecimento, estabelecendo relações múltiplas para a solução de problemas de produção de objetos que tem por alvo-final atender às necessidades do homem e da comunidade."
Geraldina P. Witte
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